TENTATIVA DE GOLPE

Polícia Federal identifica cinco dos nove bolsonaristas de MT envolvidos em ataques de janeiro

Metrópoles

publicidade

Cinco dos nove apoiadores de Jair Bolsonaro em Mato Grosso, que foram alvo de uma ação da Polícia Federal na manhã de hoje (25), durante a 19ª fase da Operação Lesa Pátria, já foram identificados. Dentre os identificados, há um médico veterinário, um empresário e o presidente de um bairro de Cuiabá, que também é suplente de vereador. Além disso, um ex-candidato a deputado estadual de Cáceres e uma suplente de vereadora de Tangará da Serra fazem parte do grupo.

A Polícia Federal esclareceu que não emitiu mandados de prisão para Mato Grosso nesta fase da operação, mas sim ordens de busca e apreensão. Esta ação visa investigar suspeitos que estiveram envolvidos nos eventos ocorridos em 8 de janeiro, quando manifestantes de diversas partes do Brasil invadiram e danificaram edifícios importantes, como o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, em Brasília.

Em Cuiabá, César Guimarães Galli Júnior, um médico veterinário e empresário, foi um dos alvos da operação. Ele participou dos eventos em janeiro, mas posteriormente desativou suas redes sociais. No entanto, seu perfil no Instagram está ativo atualmente, sem nenhuma foto relacionada aos atos em apoio a Bolsonaro.

Leia Também:  Gusttavo Lima tem avião apreendido em operação contra esquema de jogos ilegais que prendeu Deolane Bezerra; cantor diz ter vendido aeronave

Outro alvo de Cuiabá é José Carlos da Silva, que é o presidente do bairro Renascer e também participou da invasão ao Congresso em 8 de janeiro, compartilhando fotos e vídeos em suas redes sociais. Luiz Antônio Villar de Sena, um empresário de Cuiabá e sócio da empresa Sena Pneus, também esteve presente nos eventos e compartilhou fotos de sua participação nas redes sociais.

Fabrízio Cisneros Colombo, que reside em Cáceres, já havia sido preso em janeiro por seu envolvimento nos ataques aos prédios dos três poderes em Brasília. Ele concorreu a deputado estadual pelo DC. Em Tangará da Serra, a ordem judicial foi cumprida na residência de Ana Lúcia Adorno, uma suplente de vereadora e ex-secretária de Assistência Social. Ana havia sido presa anteriormente por seu envolvimento nos eventos, mas foi posteriormente liberada.

A Polícia Federal apurou que Ana Adorno teria auxiliado na organização do transporte de apoiadores de Bolsonaro da região do Médio-Norte para Brasília em preparação para as manifestações de 8 de janeiro. Ela concorreu a vereadora em Tangará da Serra em duas ocasiões, sem sucesso. Além das prisões preventivas, a PF também está cumprindo 13 ordens de busca e apreensão contra 12 suspeitos em quatro estados, incluindo Mato Grosso. A operação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Esta é a 19ª fase da Operação Lesa Pátria, que teve início em janeiro e investiga tanto os participantes dos eventos como aqueles que os incentivaram. Os crimes em questão incluem a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido, e crimes da lei de terrorismo.

Leia Também:  Tragédia: Morte de Criança Warao em Cuiabá Expõe Crise Humanitária

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide