O assessor da Casa Civil de Mato Grosso, Halisson Geraldo da Costa Lasmar, firmou um Acordo de Não-Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público da União (MPU) para se livrar de uma ação penal após ser flagrado furtando um óculos em uma loja no Aeroporto de Brasília.
O furto ocorreu em 2015, mas o ANPP foi assinado no final do ano passado.
O processo transitou em julgado no início de 2026.
Atualmente, Halisson está lotado na Unidade de Apoio aos Municípios, da Casa Civil de Mato Grosso, nomeado pelo ex-governador Mauro Mendes (União), com salário bruto mensal de R$ 15,7 mil, segundo o Portal Transparência.
No entanto, ele já ocupou pelo menos outros dois cargos de chefia no gabinete do então vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em 2021 e 2023.

Segundo a denúncia do MPU, Halisson foi abordado por seguranças após as câmeras de monitoramento da loja Dufry Mega Stores registrarem o assessor furtando um óculos da marca Rayban, avaliado em R$ 600, à época.
Interceptado por policiais do aeroporto, Halisson foi preso em flagrante, pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado, em seguida.
A confissão
Ao aceitar o acordo, Halisson teve que confessar o crime em audiência junto ao Ministério Público da União, realizada no dia 5 de dezembro de 2025.
Ele admitiu à promotora de Justiça, Larissa Bezerra Luz, ter subtraído o óculos e que, após ser preso, tentou voltar à loja para adquirir o produto e foi impedido.
Ele justificou que estava em embriagado quando o furto ocorreu.
Ao assinar o ANPP, Halisson se comprometeu a não praticar outro crime doloso e teve que pagar R$ 800 como pagamento de prestação pecuniária a uma instituição indicada pelo MPDFT. A fiança, no valor de R$ 1 mil, também foi revertida em favor de instituição de caridade.
Com a assinatura do acordo, a ação penal por furto contra Halisson foi arquivada por decisão da juíza Ana Claudia Loiola de Morais Mendes, da 1ª Vara Criminal de Brasília.
O que diz o Governo de MT
Procurado pela reportagem, o Governo de Mato Grosso foi questionado sobre a atuação do assessor, mas nenhuma resposta foi dada pela Secretaria de Estado de Comunicação (Secom).



















