DÉBITOS MILIONÁRIOS

Empresas da família Garcia têm dívida milionária com Cuiabá

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Pelo menos cinco empresas da família do atual deputado federal e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, Fábio Garcia (UB), acumulam débitos milionários com a prefeitura da capital pelo não recolhimento de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU e outros tributos.

Segundo levantamento feito pelo MINUTO MT, só a ENGEGLOBAL CONSTRUÇÕES LTDA, atualmente em recuperação judicial, que tem Fernando Robério de Borges Garcia, o Berinho (pai de Fábio), como seu grande nome à frente, acumula pendências na dívida ativa de um total R$ 3.194.865,32. 

A empresa do pai do deputado não recolhe o IPTU desde o ano de 1992, mas ela não é a única da família nestas condições. A PRIMUS INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO LTDA, outra em recuperação judicial de Berinho, não paga IPTU desde 1999 e soma R$ 42.491,17 na dívida ativa.

A CONSTRUTORA E EMPREENDIMENTO GUAICURUS LTDA, também do pai do pré-candidato a prefeito, em sociedade com outros membros da familia Garcia, acumula IPTU e ISS pendurados desde 2004, em um montante exato de R$ 655.168,62 na dívida ativa. A empresa também está em recuperação judicial.

Situação muito parecida se encontra a GLOBAL EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS LTDA, que também recebeu da justiça o aval para tentar colocar as contas em dia. A empresa, outra de Robério, não recolheu a taxa de coleta de lixo, ISS, entre outros tributos e infrações não pagas, de 1999 a 2010, totalizando mais de R$ 1,4 milhão em pendências.

Já Laura Paulino Garcia, mãe do deputado, e Fabiola Paulino Garcia Pereira Cardoso, que é sua irmã, são sócias na RGPAR – PARTICIPAÇÕES E CONSULTORIA EMPRESAR, que apesar de ter sede em Brasília possui atividade em Cuiabá e também deve aos cofres da capital mato-grossense. A RGPAR está na Dívida Ativa por não recolher IPTU desde 2016, acumulando pendências que hoje somam R$ 71.102,21. 

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Quem perde é o povo

Caso a família Garcia, que a partir de janeiro de 2025 pode ter um de seus membros como prefeito da capital, quitasse todas as suas dívidas com o Município apenas das cinco empresas citadas, os cofres cuiabanos receberiam um incremento instantâneo de mais de R$ 5,3 mihões.

A título de exemplo, documentos do Governo Federal e de prefeituras por todo o Brasil, expõem que o custo para construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porte I, a menos complexa delas, fica em torno de R$ 450 mil.

Ou seja, a hipotética a decisão dos Garcia em limpar seus CNPJs junto ao Municipio poderia viabilizar a construção de até 11 UBSs das mais básicas na capital ou mesmo sete da Porte IV, padrão avançado.

A redação do MINUTO MT tentou contato com as referidas empresas via e-mail e o espaço segue aberto para eventuais manifestações, o mesmo vale para as pessoas físicas citadas.

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Abaixo documentação pública que comprova as dívidas das empresas:

GLOBAL EMPREENDIMENTOS

GUAICURUS

ENGEGLOBAL

RG PARTICIPAÇÕES

PRIMUS 

Fonte: MINUTO MT

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