O Gabinete de Intervenção na saúde de Cuiabá comprou nos últimos meses uma quantidade de duas mil ampolas do medicamento Etomidato 2MG/ML SOL. INJ. C/10ML sem necessidade, já que Ministério da Saúde vem ofertando o sedativo de maneira gratuita a estados e municípios.
A aquisição foi feita mesmo com o município tendo um estoque elevadíssimo do medicamento feito erroneamente pela gestão da Prefeitura de Cuiabá, com curto prazo de validade. Mesmo sabendo que o Ministério da Saúde vem ofertando de forma gratuita o medicamento, a equipe de intervenção solicitou, em agosto, a quantidade de 2.000 ampolas de Etomidato com validade até março de 2025 da empresa Conquista Distribuidora de Medicamentos e Produtos Hospitalares Eireli.
Na data da compra, o estoque do medicamento Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos (CDMIC) da capital era de 2.129 ampolas do medicamento, que daria tranquilamente para suprir a necessidade da equipe de intervenção. Porém, seis dias depois da compra, a intervenção solicitou mais mil ampolas do mesmo medicamento para o Ministério da Saúde que ocorreu de forma gratuita.
Validade e desperdício
Conforme o levantamento feito pela reportagem com base nos dados do CDMIC, antes da intervenção assumir a gestão da saúde, Cuiabá tinha quantidade de 3.182 ampolas de Etomidato com vencimento para 30 de setembro.
Tal quantidade demonstraria um excesso de estoque superior aproximadamente 148% da demanda atual da época. Além da falta de medidas para se evitar o desperdício, a Intervenção ainda chegou a solicitar mais 300 ampolas do medicamento em maio para o Ministério da Saúde. Contudo, o medicamento tinha data de validade até junho deste ano.
Outro lado
Questionado sobre quais elementos técnicos a intervenção comprou os medicamentos, já que possuía um estoque ainda, o gabinete afirmou apenas que a aquisição das ampolas de Etomidato 2MG/ ML SOL. INJ. C/10ML foi feita por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (Cisvarc). ‘Os medicamentos possuem validade até 2025 e foram adquiridos para que não houvesse desabastecimento após a data de vencimento dos itens enviados pelo Ministério da Saúde, que vieram com prazo curto para uso’.
Fonte: GAZETA DIGITAL



















