Em reunião com secretário, Max Russi (PSB) questiona gestão do setor e cobra políticas para mineração; governo defende decisão

O que há por trás desse “desmonte”? Presidente da ALMT critica extinção da Metamat e alerta para avanço do garimpo ilegal em MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB)

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), criticou nesta segunda-feira (23) a extinção da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), determinada pelo governador Mauro Mendes (União), classificando a medida como um “desmonte” das políticas para o setor.

Russi se reuniu com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, agora responsável pela gestão da mineração no estado, e afirmou que a pasta não tem conduzido adequadamente as demandas do segmento.

“Não concordo, não concordei lá atrás e não vou concordar de novo. Esse setor está na Sedec como adjunta e precisamos fortalecer, porque tem um trabalho muito grande a ser feito”, declarou o parlamentar. Ele questionou ainda a aplicação dos recursos arrecadados e a falta de políticas específicas para a área.

Crise no setor e avanço do garimpo ilegal
O debate ocorre em meio ao crescimento de garimpos ilegais em Mato Grosso, conflitos entre facções criminosas e invasões em terras indígenas. Dados do governo federal apontam que a Terra Indígena Sararé, entre Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, lidera o ranking nacional de alertas de invasões por garimpeiros, com cerca de 5 mil pessoas atuando irregularmente na região.

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Além disso, áreas como Pontes e Lacerda registram assassinatos e disputas ligadas ao crime organizado. Russi defendeu maior atuação da Polícia Militar e da Polícia Federal para coibir a atividade clandestina: “O ilegal tem que sair do mercado, porque atrapalha os bons. Quem é ilegal não é minerador, não é garimpeiro, é bandido”, afirmou.

Governo defende extinção da Metamat
Em resposta, o secretário César Miranda afirmou que a decisão de extinguir a Metamat foi respaldada pela ALMT em 2019 e que a Sedec tem capacidade para gerir a política mineral. “A mineração é um dos setores mais importantes de Mato Grosso, talvez até mais que o agronegócio, com um potencial gigantesco. O governo atua dentro do que a Constituição permite”, declarou.

Apesar da divergência, Russi reforçou a necessidade de debates amplos sobre o tema: “Queremos explicações. Vamos discutir com todos os envolvidos”, concluiu.

Enquanto o governo estadual sustenta a medida como uma racionalização administrativa, a ALMT pressiona por um modelo que, segundo o presidente da Casa, garanta maior controle e desenvolvimento sustentável do setor. (com informações gazeta digital)

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