SEM HARMONIA

Obra de rodoviária expõe descompasso entre Mendes e Kalil

Assessoria

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Obras da Rodoviária de Várzea Grande não deve ser uma prioridade da gestão Kalil Baracat (MDB). Pelo menos essa é a tese do governador Mauro Mendes (União), que defende que a Cidade Industrial priorize outras obras estruturantes. O posicionamento expõe o descompasso entre o Palácio Paiaguás e o Paço Couto Magalhães, que até então caminhavam em perfeito alinhamento.

Após descumprir o acordo firmado com Baracat para injetar cerca de R$ 7,5 milhões na tão sonhada obra do terminal, o chefe do Executivo afirmou que seu “aliado político” precisa focar no asfaltamento dos bairros.

“Eu vejo que em Várzea Grande fazer asfalto, por exemplo, na minha opinião, é mais importante. Agora, o prefeito tem autonomia, com o dinheiro dele. Com o meu dinheiro, eu também tenho autonomia de escolher aquilo que o Estado vai apoiar […] Não estou dizendo que está fora dos planos. Estou dizendo que não houve essa definição, por enquanto”, disse Mauro Mendes na noite desta terça-feira (16).

Nessa semana, Kalil Baracat não escondeu as insatisfações com Mendes ao comentar sobre o desenrolar das obras da rodoviária. Sem a resposta que aguardava do governo, o gestor anunciou que seguiria com o projeto “sozinho”. Kalil anunciou que deve viabilizar o projeto por meio de um empréstimo e com emendas do senador Jayme Campos (União).

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Em meio à repulsa, aliados de Kalil chegaram a afirmar que Mauro Mendes estaria retaliando o município por não ter aceito que as obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) na Couto Magalhães.

“A área foi doada pelo município, havia um compromisso do governo do Estado ajudar com recursos para construção da rodoviária, o que não aconteceu. Através do financiamento, eu vou fazer o com recursos da própria prefeitura. Como demorou e não me deu uma resposta positiva, eu não posso aguardar muito tempo”, disse Kalil.

 

 

Fonte: Gazeta Digital

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