LIDERA RANKING NACIONAL

Omissão e prioridades distorcidas da gestão do estado transformaram Mato Grosso em líder de feminicídios no Brasil

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Mato Grosso, um estado rico em recursos naturais e cultura, está marcado por uma estatística alarmante e vergonhosa: lidera o ranking nacional de feminicídios. Enquanto a nação ainda tenta lidar com a violência contra as mulheres, os dados recentemente divulgados pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) revelam que, em 2023, Mato Grosso registrou o maior número de feminicídios do país. Este é um indício inegável de uma crise que clama por atenção e ação imediata.

Ao invés de priorizar políticas públicas eficazes para combater essa epidemia de violência de gênero, o governador Mauro Mendes e a primeira-dama, Virgínia Mendes parecem mais preocupados em manter-se envolvidos em perseguições políticas e brigas mesquinhas. Enquanto isso, mulheres continuam a ser vítimas de um sistema que falha em protegê-las.

Os números falam por si só: foram 46 feminicídios em Mato Grosso em 2023, representando uma taxa alarmante de 2,5 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres. Isso não é apenas uma estatística, são vidas perdidas, famílias destroçadas e comunidades enlutadas. A cada dia, quatro mulheres são assassinadas no estado, vítimas de uma cultura que tolera e muitas vezes normaliza a violência contra elas.

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O impacto desses crimes vai além das próprias vítimas. Em muitos casos, crianças e adolescentes ficam órfãos, privados do amor e apoio de suas mães, como evidenciado pelos 36 menores que perderam suas mães para o feminicídio apenas no primeiro semestre de 2023. É uma cicatriz que permanecerá para toda a vida, uma ferida que o governo parece ignorar.

A negligência do governo é ainda mais evidente ao considerar os casos de feminicídio em que as mulheres foram brutalmente assassinadas na frente de seus próprios filhos. Seis desses casos foram registrados pela Polícia Civil, expondo as crianças não só à perda irreparável, mas também a traumas emocionais e psicológicos profundos.

E ainda há o caso que ecoou por todo o país: o assassinato hediondo de uma família inteira em Sorriso, onde uma mãe e suas três filhas foram cruelmente assassinadas a facadas e sujeitadas a abusos sexuais. Este é um exemplo grotesco do fracasso do estado em proteger suas cidadãs mais vulneráveis.

Em vez de confrontar essa crise de frente, o governo de Mato Grosso parece estar mais interessado em lutas de poder e interesses políticos pessoais. Enquanto isso, as mulheres continuam a ser mortas e o estado permanece no topo do ranking nacional de feminicídios. É hora de responsabilizar aqueles que têm o dever de proteger suas cidadãs e exigir ações concretas e eficazes para combater essa epidemia de violência de gênero. A vida das mulheres de Mato Grosso não pode ser sacrificada no altar da política partidária.

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