A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, interveio para tentar manter no cargo de diretor técnico do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, o médico Nabih Fares Fares, um dos indiciados pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) na Operação Espelho, que desbartou um esquema de fraudes em contratos na Saúde Estadual.
A revelação foi feita pelo próprio médico em interrogatório à Polícia Judiciária Civil.
A informação consta no relatório final do inquérito, obtido com exclusividade pelo Isso É Notícia, que indiciou o médico e outros seis servidores da Secretaria de Estado de Saúde e empresários pelo crime de peculato, artigo 312, do Código Penal.
Segundo as investigações, Nabih Fares Fares era responsável pelo faturamento do hospital e liberava os pagamentos às empresas investigadas.
Ele relatou ter sido demitido do cargo por determinação da secretária adjunta, Carolina Dobes, que atribuiu a demissão a Gilberto Figueiredo.
Após reunir-se com o secretário Gilberto Figueiredo, este lhe confirmou que a sua demissão havia sido determinada pela adjunta.
O médico Nabih Fares Fares relatou à Polícia que, depois do “jogo de empurra”, entrou em contato com a primeira-dama Virgínia Mendes dizendo que havia sido exonerado a pedido da secretária-adjunta Carolina Dobes e do secretário Gilberto Figueiredo.

Segundo o interrogatório, a primeira-dama teria dito a ele que falaria com Gilberto Figueiredo sobre a demissão.
Mais tarde, segundo o médico, Virgínia retornou o contato informando que a secretária-adjunta Carolina Dobes estava irredutível quanto à sua demissão.
Enquanto isso, Carolina Dobes, também indiciada por participação no esquema continua no cargo de secretária adjunta da SES.
Em entrevista ao jornal A Gazeta, o secretário Gilberto Figueiredo afirmou que a permanência de Carolina Dobes é uma determinação do próprio governador.
















