Médicos anestesistas que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e no Hospital São Benedito, por meio da Cooperativa de Médicos Anestesiologistas do Estado de Mato Grosso (Coopanest-MT), decidiram iniciar uma paralisação a partir desta terça-feira (26) em resposta à falta de pagamento referente aos serviços prestados em fevereiro, mês anterior ao início da intervenção estadual na saúde pública da cidade.
A motivação para a paralisação reside na ausência de pagamento por parte do Gabinete de Intervenção, que alegou que as notas fiscais correspondem ao período da gestão anterior, liderada pelo prefeito Emanuel Pinheiro, e, portanto, não foram honradas. Um representante da cooperativa, que optou por manter o anonimato, revelou que a situação foi comunicada à Intervenção por meio de três notificações, sendo que a última delas já anunciava a iminente paralisação dos serviços.
O impacto direto dessa decisão será uma redução significativa no número de cirurgias realizadas no HMC, onde, até a semana passada, eram executados entre 50 e 60 procedimentos cirúrgicos, entre eletivos e de urgência. Agora, com aproximadamente 10 cirurgias programadas, a maioria delas emergenciais, o hospital enfrentará uma notável diminuição na capacidade de atendimento.
O representante da cooperativa expressou preocupação com a situação caótica instaurada no HMC desde o início da intervenção, destacando que a abertura indiscriminada para procedimentos eletivos sobrecarregou a demanda, prejudicando o adequado funcionamento da unidade de saúde. O profissional também ressaltou a gravidade da situação ao relatar a falta de macas para um paciente que necessitava de cirurgia no último domingo, evidenciando a precariedade do sistema.
Por outro lado, no Hospital São Benedito, especializado em procedimentos eletivos, o número de cirurgias praticamente se reduziu a zero. Apesar de contar com anestesistas de plantão, a falta de demanda compromete a eficiência do centro cirúrgico, que permanece ocioso em muitos momentos. Essa realidade evidencia as falhas na gestão da intervenção, que, ao invés de melhorar a prestação de serviços, parece ter agravado a situação em alguns aspectos, segundo os relatos dos profissionais envolvidos.



Fonte: Redação Novidades MT, com informações do J1 Agora






















