Vereador Luiz Fernando reclama da ineficiência da gestão do gabinete de Intervenção na saúde de Cuiabá

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A intervenção na saúde pública de Cuiabá, que outrora contou com o apoio do vereador Luiz Fernando, parece estar longe de cumprir as expectativas. Hoje, aqueles que se voltaram contra a gestão de saúde da cidade testemunham a ineficiência do Gabinete de Intervenção, que, apesar de ter resolvido alguns poucos problemas, falha em proporcionar um serviço de qualidade e acesso à população cuiabana. As palavras do vereador Luiz Fernando refletem a frustração crescente com a situação da saúde na cidade.

O vereador destacou a falta de alinhamento na gestão da saúde, ressaltando um exemplo preocupante – o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), cuja coordenação é de responsabilidade do Estado de Mato Grosso. Médicos e enfermeiros, desesperados pela falta de vagas em unidades de pronto-atendimento (UPAs) e policlínicas, buscaram a ajuda do vereador para expressar seu sofrimento. A situação é tão crítica que duas ambulâncias precisaram permanecer nas unidades de saúde devido à falta de espaço nas UPAs.

O vereador Luiz Fernando também questionou a prioridade dada às inaugurações de grandes hospitais em comparação com o atendimento imediato às necessidades da população. Esta é uma crítica justificada, pois, em meio à falta de recursos e condições nas UPAs e policlínicas, as inaugurações de hospitais se tornam vazias e desprovidas de sentido. A falta de planejamento e a desconexão entre os governantes e as necessidades da população tornam-se evidentes.

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Luiz Fernando faz um apelo para que o governo e o Estado de Mato Grosso repensem suas prioridades. Ele pede que parem com a construção de novos hospitais e redirecionem os recursos para a melhoria imediata da saúde de Cuiabá. A população cuiabana merece atendimento digno e eficiente, e é isso que deve estar no centro das ações do poder público.

Vale lembrar que o Gabinete de Intervenção foi o responsável pelo fechamento da Policlínica do Planalto e do pronto atendimento da policlínica do Coxipó, obrigando a população destas regiões a procurarem por assistência médica em outros bairros mais distantes. Outra abominação realizada pela intervenção foi a estadualização da regulação de urgência e emergência, o que abriu as portas para que pessoas de todos os municípios venham buscar por atendimento na capital, causando a falta de vagas para a população cuiabana.

A intervenção na saúde pública de Cuiabá, realizada notadamente com o cunho político, está longe de atender às expectativas. A ineficiência do sistema de saúde e a falta de prioridade nas necessidades da população são evidentes. É hora de o Governo do Estado reavaliar suas prioridades e investir de forma significativa na saúde de Cuiabá, proporcionando condições dignas de atendimento à população. Chega de propagandas vazias e discursos políticos. É hora de agir e fornecer um sistema de saúde que a população cuiabana merece.

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