A secretária adjunta de Gestão Hospitalar da Secretaria de Estado de Saúde, Caroline Dobes, era a responsável pela gestão de contratos emergenciais fraudulentos que são alvos da Operação Espelho, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
A afirmação é da ex-diretora-geral do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, Sônia de Araújo Amorim, em interrogatório realizado à Polícia Civil.
Sônia, Caroline Dobes, outros dois agentes públicos da SES-MT e três empresários foram indiciados pela Deccor por peculato, acusados de participarem de um conluio entre empresas e servidores para fraudar contratos emergenciais do Hospital Metropolitano de VG.
Indagada como era feita a contratação das empresas e médicos, Sônia Amorim respondeu à Deccor que primeiramente nascia no Hospital a necessidade, levantando a demanda, e depois era encaminhado para a Secretaria de Saúde, um Termo de Referência, e que posteriormente ia para licitação.
Segundo ela, quem fazia o processo de contratação das Empresas era a Secretaria de Estado de Saúde.
Questionado pelos delegados responsável pelo inquérito, ex-diretora afirmou que quem geria os contratos questionados era a atual secretária-adjunta de Gestão Hospitalar da SES-MT, Caroline Dobes.
Sonia ainda afirma que nesses contratos “apenas a diretoria mandava”.
Mesmo após o indiciamento, Caroline Dobes foi mantida no cargo público por determinação do governador Mauro Mendes (União).
Na semana passada, o Isso É Notícia revelou que um outro ex-diretor do Metropolitano de VG, também denunciado por peculato por supostamente fazer parte do esquema, pediu ajuda à primeira-dama Virginia Mendes, após ser demitido pela SES-MT.
Confira trecho do relatório final da Operação Espelho onde diretora atribui gestão de contratos fraudulentos à adjunta da SES-MT:
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Redação: Novidades-MT



















