Após acusações de não bater ponto, Ulysses Moraes pede ajuda financeira a apoiadores

“Funcionário fantasma?”: Ulysses Moraes pede doações após denúncia de salário sem expediente

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O ex-deputado estadual Ulysses Moraes (Podemos), atualmente no cargo de superintendente de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), encontra-se no centro de uma nova polêmica. Após ser alvo de denúncias de que recebe um salário de R$ 19 mil sem a devida contrapartida de trabalho, Moraes lançou uma “vaquinha” virtual para financiar sua campanha a deputado estadual em 2026, gerando críticas e questionamentos sobre sua conduta .

Salário sem bater ponto e atividades políticas em horário de expediente

Desde março de 2023, Ulysses Moraes já acumulou R$ 785 mil em salários na ALMT. No entanto, reportagens recentes apontaram que o ex-parlamentar não comparece regularmente ao local de trabalho e não bate ponto, configurando uma situação de “servidor fantasma”. Mais grave ainda, as denúncias indicam que Moraes realiza atividades políticas e grava conteúdos para suas redes sociais em pleno horário de expediente, utilizando-se de um cargo público para fins eleitorais .
O caso gerou indignação e levou o vice-presidente da ALMT, deputado Júlio Campos, a defender publicamente a exoneração de Ulysses Moraes, ressaltando a necessidade de moralidade e transparência na gestão pública .

A “Vaquinha” do “Cara da Direita”

Em meio à crescente polêmica, Ulysses Moraes iniciou uma arrecadação online para custear sua futura campanha eleitoral. Até o momento, a “vaquinha” já soma R$ 11.230 em doações .
Na descrição do pedido de arrecadação, Moraes se apresenta como “O Cara da Direita de Mato Grosso” e afirma que pretende retornar à Assembleia para defender pautas ligadas ao empreendedorismo e ao bolsonarismo. A iniciativa, contudo, é vista por muitos como um ato de desfaçatez, dada a situação em que se encontra, recebendo um alto salário público sem a devida prestação de serviço .

Questionamentos e repercussão

A conduta de Ulysses Moraes levanta sérios questionamentos sobre a ética na política e o uso indevido de recursos públicos. A denúncia de que um servidor comissionado se dedica a atividades políticas e de autopromoção em horário de trabalho, enquanto recebe um salário vultoso, contraria os princípios da administração pública e a expectativa da população por gestores íntegros e comprometidos com o serviço público .
A repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa local tem sido amplamente negativa, com muitos eleitores expressando indignação e cobrando providências das autoridades competentes. A “vaquinha” eleitoral, nesse contexto, adiciona mais um elemento de controvérsia à trajetória política de Ulysses Moraes, que terá de enfrentar não apenas seus adversários nas urnas, mas também as acusações de desrespeito ao dinheiro público .

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