O senador Jayme Campos (União) descartou qualquer tipo de composição com o grupo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tenta demovê-lo da ideia de disputar o Palácio Paiaguás em 2026 para mantê-lo como candidato à reeleição ao Senado. O parlamentar também voltou a fazer críticas ao ex-governador Mauro Mendes (União), afirmando que faltou respeito e consideração aos aliados que estiveram ao lado da gestão estadual nos últimos anos.
Segundo Jayme Campos, o grupo político que hoje comanda o governo se afastou de lideranças históricas e passou a concentrar decisões em um núcleo restrito. Entretanto, na última semana, o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, fez acenos ao senador, afirmou que o nome de Jayme tem sido debatido nas reuniões do grupo ligado a Pivetta e que buscará intensificar o diálogo para manter a chapa vitoriosa nos pleitos de 2018 e 2022. Apesar disso, o senador rejeitou qualquer possibilidade de recuo.
“Fico grato ao secretário porque essa manifestação demonstra o devido valor a um político e a um cidadão com a minha história. Mas chegou tarde demais. Eu esperava esse contato há pelo menos um ano. Infelizmente, as pessoas que hoje estão empoderadas no governo não valorizam aliados. Sempre fiz política de forma coletiva, respeitando companheiros e eleitores. Por isso, hoje tenho milhares de pessoas engajadas no nosso projeto [rumo ao governo do Estado]”.
O parlamentar voltou a defender a realização de uma espécie de pré-convenção dentro do União Brasil para antecipar a definição do candidato da legenda. “O ideal é fazermos uma pré-convenção já em junho para acabar com essa discussão. Quem tiver o apoio da maioria do partido já sai legitimado e, depois, apenas valida a decisão na convenção oficial, sem imposição e ou decisões empurradas goela abaixo”.















