PROPINA NA SAÚDE

Wilson denuncia interceptações e propina na Saúde de MT

Ângelo Varela/ALMT

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Deputado estadual Wilson Santos (PSD) acusou servidores estaduais de negociarem propina na Secretaria de Saúde de Mato Grosso. Durante entrevista à imprensa na manhã desta quarta-feira (13), o parlamentar disse ter recebido interceptações telefônicas e documentos que confirmam as irregularidades.

“Eu confirmo, tenho os documentos, as interceptações e estou recebendo mais documentos. Quero pedir: quem tiver provas importantes, que encaminhe ao nosso gabinete de maneira anônima, porque nós vamos apresentar à sociedade o tamanho desse rombo… Nas interceptações que eu tenho rola propina, tem nome de servidor, rola percentual. Estamos precisando de mais documentos para que o governador se sensibilize (sic)”, disparou.

Sem dar detalhes, Wilson afirmou que está coletando os documentos para apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e aos órgãos de controle.

O parlamentar também pediu que o governador Mauro Mendes (União) libere os deputados da base para assinarem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para esclarecer as denúncias.

“Faço um apelo ao governador que libere a base para fazer a CPI, porque erros têm. Isso está claro e nítido. Se não foi o governador, que ele faça a identificação dos erros, identifique os responsáveis, aperfeiçoe o sistema de controle para que isso não ocorra mais”, finalizou.

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Nota da PGE

Por meio de nota, a Procuradoria Geral do Estado se manifestou sobre os apontamentos do deputado na tarde desta quarta-feira. No comunicado, a instituição apontou que representou criminalmente contra o parlamentar por prevaricação. Veja na íntegra a seguir.

A Procuradoria Geral do Estado irá representar criminalmente o deputado estadual Wilson Santos pelo crime de prevaricação, por não entregar ao Ministério Público Estadual as supostas denúncias contra servidores da Secretaria de Estado de Saúde.

A representação será proposta até o fim da tarde desta quarta-feira, dia 13, ao MP. Além da representação, Wilson Santos também já foi notificado, em seu gabinete, a apresentar os documentos perante os órgãos competentes na esfera judicial e administrativa.

Na avaliação da Procuradoria, se existe o crime, em tese, de pagamento ou pedido de propina, não é a Assembleia Legislativa o local competente para analisar e investigar a suposta falta funcional, mas sim, o Ministério Público Estadual ou a Polícia Judiciária Civil.

Na interpelação criminal, a PGE requereu que o parlamentar apresente as denúncias e provas do que ele alegou à imprensa e as formas como ele as obteve.

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Para a PGE, as declarações do deputado jogadas na imprensa, sem que isso seja levado a quem compete o poder de investigação, “colocam sob suspeita mais de 7 mil servidores da Secretaria de Saúde, que trabalham com responsabilidade em prol dos mato-grossenses”.

 

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