DESESPERO

Paciente em estado grave na UPA Morada do Ouro aguarda há vários dias por transferência para UTI

Reprodução

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A situação do paciente M.F.A.A., em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, revela uma triste realidade do sistema de saúde em Cuiabá. O enfermo está desde o dia 22 de novembro com a solicitação de transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas até o momento ele não foi transferido. Esta demora evidencia as falhas na intervenção estadual, determinada judicialmente para melhorar o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Acamado há quase oito anos devido a complicações de uma cirurgia, M.F.A.A. enfrenta uma série de desafios de saúde. Devido a uma malformação arteriovenosa (MAV), uma condição que afeta as veias da cabeça, causando hemorragias recorrentes, sua vida está em constante risco. Recentemente o paciente necessitou de uma cirurgia para substituição da gastrostomia (sonda para alimentação e medicamentos), procedimento realizado com sucesso após meses de busca por um hospital que oferecesse o serviço.

Desde a cirurgia, ele enfrenta complicações, incluindo uma infecção recorrente e a volta da sepse, uma grave infecção generalizada. O estado de saúde do paciente é classificado como grave, exigindo cuidados intensivos em uma UTI. No entanto, apesar dos esforços da equipe médica da UPA Morada do Ouro e dos apelos da família, a transferência para uma UTI ainda não foi concretizada.

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A intervenção estadual na saúde de Cuiabá, inicialmente destinada a aprimorar o atendimento aos pacientes do SUS, parece ter falhado em proporcionar resultados positivos. A família do paciente destaca a dificuldade em conseguir uma vaga em UTI, uma situação que deveria ser prioridade em um sistema de saúde eficiente.

O caso de M.F.A.A. evidencia as deficiências enfrentadas por pacientes do SUS em Cuiabá. A espera prolongada por uma vaga em UTI evidencia a falta de eficácia na intervenção estadual, levantando questões cruciais sobre o acesso à saúde no estado. Este é um chamado urgente para uma revisão aprofundada das políticas de saúde, a fim de evitar tragédias como a enfrentada por M.F.A.A. e sua família.

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