PROBLEMAS FINANCEIROS

Pacientes sem remédio: Empresa desiste de fornecer medicamentos para Prefeitura de VG

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A secretária interina de Saúde de Várzea Grande, Maria das Graças Metelo, cancelou um processo de compra de 2 milhões de unidades de medicamento para diabetes. Previsto para ser adquirido de uma distribuidora em Cuiabá, o negócio foi interrompido porque a empresa enfrentou problemas financeiros significativos.

A distribuidora, Estrela Comércio Atacadista de Produtos Para Saúde, havia vencido o Pregão Eletrônico nº 25/2023 para fornecer medicamentos à Prefeitura de Várzea Grande, num contrato de R$ 4.548.818,00. Segundo a Ata de Registro de Preços nº 180/2023, derivada desse pregão, estava prevista a entrega de Gliclazida 60 mg (60 comprimidos), totalizando 2 milhões de unidades ao custo de R$ 398 mil. Este medicamento é indicado para reduzir a glicemia em pacientes com diabetes tipo 2, especialmente obesos, idosos ou com complicações vasculares, ao longo de 12 meses.

Contudo, de acordo com um Aviso de Cancelamento emitido pela secretária Maria das Graças Metelo, na quinta-feira (13.03), a empresa justificou a desistência alegando “desafios financeiros significativos” que impedem o cumprimento do contrato.

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Em contrapartida, a Prefeitura de Várzea Grande, através da Secretaria de Comunicação, esclareceu que, apesar da não entrega do medicamento para diabetes, a Estrela Comércio Atacadista continua a fornecer os demais medicamentos conforme o contrato. Estes incluem aciclovir, aminofilina, furosemida, protamina, e sulfametoxazol + trimetoprima. A nota também menciona a dificuldade de fornecimento devido ao aumento do custo de insumos importados e a valorização da moeda estrangeira.

Nota Prefeitura de Várzea Grande

A Empresa Estrela Comércio de Produtos para Saúde Eireli solicitou o cancelamento da remessa do medicamento GLICLAZIDA 60 mg. Os demais itens da licitação dele estão com a entrega em dia. A Secretária de Saúde de Várzea Grande está monitorando os prazos e quantidades de medicamentos comprados e os que ainda não foram entregues.

Como boa parte dos medicamentos tem componentes importados e com a elevação do custo da moeda estrangeira e a falta de insumos, se percebe dificuldades perante os fornecedores.

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