INCONSTITUCIONAL

MDB contesta constitucionalidade de nova Lei de Pesca de Mato Grosso no STF

Cleia Viana

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O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) apresentou um aditamento à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.471 ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a constitucionalidade da Lei nº 12.434, promulgada em 1º de março de 2024 pelo Estado de Mato Grosso. Essa lei altera a legislação estadual sobre a Política da Pesca, trazendo modificações substanciais à Lei Estadual nº 12.197 de 2023 e à Lei nº 9.096 de 2009.

O partido alega que as alterações contêm falhas tanto formais quanto materiais que violam a competência exclusiva da União para estabelecer normas gerais sobre pesca e proteção ambiental, além de infringir direitos fundamentais dos pescadores artesanais. A lei em foco impõe proibições no transporte, armazenamento e comercialização de 12 espécies de peixe por um período de cinco anos, a começar em janeiro de 2024, e estabelece regras específicas para as práticas de pesca “pesque e solte” e profissional artesanal.

O MDB pede a inclusão dessa nova legislação no conjunto de dispositivos já impugnados na ADI, solicitando sua suspensão imediata devido à continuidade das inconstitucionalidades e ao risco iminente à perda de direitos previdenciários por milhares de pessoas. A ação acusa o Estado de Mato Grosso de tentar contornar a jurisdição do STF, criando leis subsequentes em meio a um processo de conciliação em andamento na Corte.

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A ADI ressalta a falta de embasamento técnico-científico para justificar as proibições impostas a 12 espécies de peixes, algumas vitais para a economia local e a sobrevivência das comunidades pesqueiras artesanais. O partido enfatiza o risco de retrocesso social e econômico, violando princípios constitucionais como o da dignidade humana e da livre iniciativa.

Portanto, o MDB solicita que o STF reconheça as inconstitucionalidades, encerre a fase de conciliação e decida sobre a medida cautelar para prevenir danos irreparáveis aos pescadores e ao equilíbrio ambiental de Mato Grosso. A petição destaca a conexão normativa entre a lei original e a subsequente, argumentando que ambas formam um único complexo legislativo afetado pelos mesmos vícios de inconstitucionalidade, requerendo a anulação da lei recente e a proteção dos direitos ameaçados.

(com informações VGN)

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