RISCO CLIMÁTICO

Em meio ao desastre climático no RS, bancada ruralista quer reduzir reservas na Amazônia

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Votação nesta quarta (8) pode mudar limite de desmatamento; WWF Brasil alerta para ‘risco climático’

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado poderá votar nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei (PL) 3.334/2023, que permite a redução da reserva legal em propriedades rurais na Amazônia.

O texto, que modifica o Código Florestal, é de autoria de Jaime Bagattoli (PL-RO) e foi aprovado pela relator Marcio Bittar (União-AC), ambos senadores bolsonaristas da bancada ruralista.

De acordo com o PL 3.334/2023, a área de reserva legal da Amazônia Legal poderá ser reduzida de 80% para até 50% em imóveis rurais em áreas de floresta.

Proposto em 2023, o projeto voltou tramitar no Congresso em meio às graves enchentes que deixaram pelo menos 95 mortos e 131 desaparecidos no Rio Grande do Sul.

“Risco climático”, diz WWF

A mudança se aplicaria apenas a fazendas em municípios que têm mais de metade de seu território ocupado por unidades de conservação da natureza de domínio público, terras indígenas ou áreas militares.

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“Evidentemente, esse nível de exigência conservacionista estabelecido para a Amazônia Legal compromete substancialmente o desenvolvimento econômico de suas propriedades rurais e de toda a região”, justificou Bagatoli no texto do PL.

“Em um cenário de crise climática, em que a Amazônia protagonizou recentemente uma seca histórica e recordes de incêndios, medidas que visam legalizar novos desmatamentos em áreas florestais no bioma colocam em risco não apenas a população local, mas o clima de todo o planeta”, destacou a ONG em uma nota técnica.

A WWF Brasil avaliou que o texto constitui uma grave ameaça à proteção ambiental da Amazônia. Segundo a ONG ambiental, as alterações propostas colocam em risco o equilíbrio climático no planeta.

(com informações BdF)

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