A Presidência da República, sob Luis Inacio Lula da Silva (PT), enviou duas mensagens ao Senado Federal para autorizar o governo de Mato Grosso, sob o bolsonarista Mauro Mendes (União), a contrair empréstimo de US$ 180 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) ou Banco Mundial, como é mais conhecido.
No câmbio desta terça-feira (20), o valor seria de R$ 986.400.000,00.
A Mensagem Nº 38/2024 prevê autorização para o estado de Mato Grosso contrair empréstimo de até US$ 100 milhões destinados ao financiamento do “Projeto Aprendizagem em Foco Mato Grosso”.
Já a Mensagem Nº 39/2024 prevê um empréstimo no valor de US$ 800 milhões para o “Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar de Mato Grosso”.
Apenas pareceres da área econômica
Nas duas mensagens enviadas ao Senado no último dia 19 de agosto, a Presidência da República anexou apenas pareces do Ministério da Economia, seguido de encaminhamento do ministro Fernando Haddad (PT) e do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT).
Duas semana antes, Lula esteve em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, capital de Mato Grosso, para entrega de casos populares.
Em pareceres assinados pela equipe econômica do governo de Lula, os servidores chegaram a conclusão que o estado tem capaciadade de endividamente e, por isso, o empréstimo deve ser aprovado.
No entanto, as duas mensagens não trazem nenhum parecer das áreas finalísticas sobre os projetos que serão contempladas, nem da educação, no caso dos US$ 100 milhões para o “Projeto Aprendizagem em Foco Mato Grosso”, nem dos US$ 80 milhões para “Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar de Mato Grosso”.
A Mensagem está em tramitação no Senado Federal. Nesta terça-feira (20), ela foi enviada à Comissão de Assuntos Econômicos e está aguardando designação do relator.
O senador Jayme Campos afirmou ao Isso É Notícia que desconhece os projetos que serão contemplados pelo empréstimo, mas disse ter tomado conhecimento das mensagens do Executivo e que elas estariam na Comissão de Assuntos Econômicos, como de fato estão.
Só depois disso, o parlamentar disse que vai se inteirar da matéria.


















