Em um cenário onde unfollows estratégicos e stories repletos de indiretas valem mais que comunicados oficiais, a primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, parece ter encerrado um capítulo que já foi marcado por afeto e elogios públicos à ex-amiga Mônica Carvalho — antes tratada como “irmãzinha do coração”. A ruptura, segundo fontes próximas ao núcleo duro do poder estadual, foi alimentada por ressentimentos, com o principal deles sendo a conturbada gestão de Maurinho Carvalho, marido de Mônica, à frente da Secretaria de Comunicação do Estado.
Conhecido nos corredores do Palácio Paiaguás como “o carrapato de confiança”, Maurinho teria deixado não apenas um vácuo administrativo, mas também rastros de desavenças — minuciosamente cultivadas por Fabinho Garcia, hoje uma das figuras mais influentes, ainda que discretas, nos bastidores do governo.
Outro elemento que azedou de vez a relação foi a opulência da nova mansão dos Carvalho, avaliada em R$ 60 milhões — ostentação que levantou sobrancelhas e suspeitas até entre aliados mais experientes. Para completar, a aliança de Maurinho com Otaviano Pivetta no Piauí teria sido interpretada pelo casal Mendes como “traição de alta patente”.
Agora, em um movimento digno de roteiro de série política com pitadas de novela mexicana, Virgínia ostenta publicamente fotos ao lado de Marli Becker, esposa de Cidinho Santos — inelegível, mas atual favorito do clã Mendes e declarado desafeto dos Carvalho. No Palácio Paiaguás, Maurinho e Mônica já são assunto do passado. Tão presentes quanto o Orkut.


















