Durante lançamento do Programa Solo Vivo, Aloizio Mercadante desmonta narrativa do governo estadual e revela que principais obras rodoviárias só avançam graças a verbas do governo Lula

Com cara de vergonha, Mauro Mendes ouve presidente do BNDS revelar que dinheiro das obras das rodovias vem do governo Lula

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Presidente do BNDES expõe dependência de Mato Grosso em recursos federais e deixa governador constrangido

O silêncio cômodo que envolve a origem dos recursos das grandes obras de infraestrutura em Mato Grosso foi quebrado de forma contundente nesta segunda-feira (26). Durante o lançamento do Programa Solo Vivo, no Assentamento Santo Antônio da Fartura, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, fez um discurso direto que expôs a dependência do estado em relação aos investimentos federais — e deixou o governador Mauro Mendes (UB) visivelmente desconfortável.

Diante de assentados, lideranças políticas e da imprensa, Mercadante escancarou o que há tempos é abafado pela propaganda oficial: as principais intervenções rodoviárias de Mato Grosso, como as recuperações e pavimentações da BR-163, MT-100, MT-130 e MT-246, só estão saindo do papel devido aos repasses do governo Lula, viabilizados pelo BNDES.

“Nós estamos em todas essas estradas”, declarou Mercadante, em frase que ecoou como uma demolição ao discurso de apropriação adotado pelo Palácio Paiaguás. Até hoje, Mauro Mendes jamais reconheceu publicamente que essas obras são fruto de parcerias com a União, preferindo vender a imagem de que são conquistas exclusivas de sua gestão.

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O presidente do BNDES foi além do protocolo ao detalhar valores, impactos sociais e a atuação técnica do banco nos projetos. Segundo ele, as soluções encontradas hoje são aquelas que “ninguém conseguiu fazer no governo anterior”, em clara referência à gestão Bolsonaro, da qual Mauro Mendes foi aliado.

Verdade que constrange

Para quem observava o governador, o incômodo foi inegável. Com o rosto avermelhado, semblante tenso e expressão fechada, Mauro Mendes ouviu em silêncio a fala de Mercadante — que, mais do que um pronunciamento técnico, foi um ato de transparência com a população mato-grossense.

A cena simbolizou o choque entre duas posturas: de um lado, um banco público que reafirma seu papel de financiador de políticas de Estado; de outro, um governo estadual acostumado a se apropriar de feitos alheios. Ao final, Mercadante reforçou: “O BNDES não faz política de palanque, mas de Estado”.

A mensagem, dura, soou como um alívio para agricultores, assentados e moradores de regiões beneficiadas pelas obras. Para eles, ficou claro: quando a verdade é dita sem filtros, o poder se desconstrói. E o povo lembra que tem direito de saber de onde vem — e a quem deve — cada centavo que transforma sua realidade. (com informações blogdopopo)

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