Medida que reduz jornada de trabalhadores da limpeza urbana já estava em vigor desde 2023, implementada pela gestão anterior

VAI VENDO: Abílio anuncia como novidade decreto de Emanuel Pinheiro de proteção aos garis em dias de calor extremo

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 Em meio a uma onda de calor extremo que atinge Mato Grosso, o prefeito Abílio Brunini (PL) anunciou com pompa nesta semana um decreto que reduz a jornada de trabalho de garis e servidores da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb) nos dias de alta temperatura. No entanto, a suposta “nova” medida é, na verdade, uma norma já consolidada, criada e implementada ainda em 2023, durante a gestão do então prefeito Emanuel Pinheiro (PDT).

O anúncio foi feito pelo atual prefeito diretamente a trabalhadores, em um evento que buscou transmitir a imagem de uma administração preocupada com o bem-estar dos servidores. O que foi omitido, no entanto, é que a prática de reorganizar a jornada para evitar a exposição ao sol das horas mais quentes do dia já é realidade há mais de um ano.

Um comparativo entre os decretos revela que a medida da gestão anterior era, inclusive, mais detalhista e organizada. O texto de 2023 estabelecia escalas de trabalho específicas pela manhã e à noite, evitando explicitamente o período entre 10h e 16h, com previsão de saída às 16h. Além disso, o decreto de Emanuel Pinheiro obrigava a distribuição de água potável e protetor solar para todos os trabalhadores afetados pela medida – detalhes de assistência que não foram destacados no novo anúncio.

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Ao transformar uma norma já consolidada em factoide político, Brunini tenta colher créditos por uma política pública que não foi originada em sua gestão. O episódio é visto por analistas políticos e pela oposição como um reflexo da falta de novas realizações emblemáticas em sua administração e da adoção de uma demagogia barata para gerar manchetes positivas a baixo custo.

Em vez de apresentar inovações ou melhorias para o serviço público, a gestão Brunini limitou-se a “reciclar” um decreto existente, prática que críticos já classificam como a marca de um governo de “copia e cola”.

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