Mato Grosso vive momento crítico na segurança pública, com risco de guerra entre facções, alerta ex-governador

Governo Mauro Mendes é alertado sobre risco de guerra, mas mantém mil PMs aprovados sem convocar

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O ex-governador Pedro Taques fez um alerta grave nesta quarta-feira: Mato Grosso está seguindo o mesmo caminho explosivo que levou à recente guerra urbana no Rio de Janeiro, com dezenas de mortos. De acordo com Taques, o avanço das facções criminosas em regiões estratégicas como a Baixada Cuiabana e Sorriso, somado ao abandono da segurança pública pelo governo Mauro Mendes, cria um cenário de risco iminente para a população.

Os números apresentados pelo ex-governador mostram uma realidade alarmante. Mato Grosso conta atualmente com apenas 6.300 policiais militares para um território imenso – onde caberiam 17 estados da Paraíba. Enquanto isso, a Paraíba, muito menor em extensão, mantém 8 mil PMs na ativa. “Temos menos policiais hoje do que em 2016”, destacou Taques.

Campeão em violência

Os indicadores de violência colocam Mato Grosso em posição de destaque negativo no cenário nacional. O estado lidera o ranking de feminicídios, tem aproximadamente cinco cidades entre as mais violentas do Brasil e registra taxa de 31 homicídios por 100 mil habitantes – significativamente superior aos 21 do Rio de Janeiro e muito acima dos 8 registrados em São Paulo.

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O ex-governador questionou duramente a gestão Mauro Mendes pela não convocação de mil aprovados em concurso público. “O governador fez um concurso e mil foram aprovados. E o governador não os chama. Por que não os chama?”, indagou Taques, em tom de cobrança.

Cenário de guerra iminente

Segundo Taques, a combinação entre subinvestimento em segurança e avanço do crime organizado cria as condições perfeitas para uma explosão de violência. “Mato Grosso vai muito mal na segurança pública”, resumiu.

O alerta do ex-governador é direto: se o governo continuar ignorando o problema, sem reforçar efetivo, inteligência e equipamentos, o estado pode testemunhar uma guerra aberta entre facções, com consequências devastadoras para a população civil – exatamente como ocorreu recentemente no Rio de Janeiro.

O recado deixado por Taques é claro e urgente: Mato Grosso corre risco real de viver cenas de guerra urbana, com facções disputando território e a população pagando com a vida. Enquanto a sociedade clama por ação, o tempo para evitar essa tragédia está se esgotando rapidamente. (com informações blogdopopo)

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