A nomeação foi oficializada pelo prefeito Abilio Brunini, que está há um ano e três meses à frente do Executivo municipal.

JAPONÊS DA FEDERAL: Ex-agente da PF condenado por contrabando assume cargo na Prefeitura de Cuiabá

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O ex-agente da Polícia Federal, Newton Ishii, conhecido nacionalmente como “Japonês da Federal”, foi nomeado novo secretário-adjunto de Governo da Prefeitura Municipal de Cuiabá. A nomeação foi oficializada pelo prefeito Abilio Brunini, que está há um ano e três meses à frente do Executivo municipal.

Ishii ganhou projeção nacional durante a Operação Lava Jato, quando se tornou figura constante na escolta de presos de grande visibilidade política e empresarial. A exposição frequente na mídia lhe rendeu notoriedade e o apelido pelo qual passou a ser conhecido em todo o país.

Apesar da fama, a trajetória do ex-agente também é marcada por condenação judicial. Em junho de 2016, ele foi preso após decisão definitiva da Justiça no âmbito da Operação Sucuri, que investigou a facilitação de contrabando de mercadorias oriundas do Paraguai. O caso envolvia a fronteira na região de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Na ocasião, Ishii se apresentou espontaneamente à sede da Polícia Federal em Curitiba para o cumprimento da pena. Ele foi condenado por facilitação de contrabando e descaminho, iniciando o cumprimento da sentença em regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica, por quatro meses.

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Além da prisão, a Justiça determinou a perda do cargo público. Em 2020, houve ainda condenação ao pagamento de multa de R$ 200 mil. Ishii está aposentado da Polícia Federal desde fevereiro de 2018.

A nomeação para um cargo estratégico na administração municipal ocorre em meio a críticas de setores da sociedade que apontam questionamentos sobre moralidade administrativa e critérios de escolha para funções de confiança. A gestão municipal, sediada em Cuiabá, ainda não detalhou oficialmente quais serão as atribuições específicas do novo secretário-adjunto nem comentou as críticas relacionadas ao histórico judicial do nomeado.

O episódio reacende o debate sobre os limites legais e políticos para a ocupação de cargos públicos por pessoas que já tiveram condenações, especialmente em funções ligadas à articulação de governo e à condução administrativa.

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