O ministro Flavio Dino designou quatro delegados da Polícia Federal para atuarem no inquérito referente à Operação Heritage, deflagrada ontem e que desbaratou um esquema desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no denominado “Escândalo da Oi”.
A operação teve como alvo o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (União). A família inteira de Mendes foi alvo de medidas cautelares por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nenhum dos delegados escalados para atuar na investigação sobre a Oi exerce atividade na Superintendência de Mato Grosso da PF. Eles são do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília.
Tratam-se dos delegados da PF: Victor Arruda de Oliveira, Nathália Ribeiro Leite Silva, Guilhermo de Paula Machado Catramby e Victor Barbabella Negraes.
O delegado Victor Barabarella Negraes conduziu o inquérito decorrente a Operação Rejeito, que desbaratou um grande esquema criminoso de mineração ilegal na Serra do Curral, em Belo Horizonte, e na Serra de Botafogo, em Ouro Preto, em outubro do ano passado.
Atualmente, ele está lotado na Superitendência da PF de Minas Gerais.
Já o delegado Guilhermo de Paula Machado Catramby é um dos que assinam o relatório final da investigação sobre a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) e pediu as prisão dos irmãos Brasão, acusados de serem os mandantes do crime.
Atualmente, Catramby é chefe do setor de inteligência da PF no Rio de Janeiro.
Já a delegada Nathália Ribeiro Leite Silva investigou fatos decorrentes da CPI da Pandemia, que apontou uma série de ações e omissões por parte do governo Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia do covid-19.
O delegado Victor Arruda de Oliveira é chefe da Coordenação de Inquéritos da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (DICOR) da PF, em Brasília.


















