Operação Contênção, uma das maiores dos últimos tempos, entra no segundo dia com tiroteios intensos nos complexos do Alemão e da Penha; balanço aponta mais de 100 traficantes mortos e apreensão de arsenal de guerra.

Agente morto em confronto com CV tinha só 40 dias na Polícia

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O Rio de Janeiro viveu um dia de guerra urbana nesta terça-feira. Dois policiais civis foram mortos e outros sete agentes, entre civis e militares, ficaram feridos durante os intensos confrontos da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da cidade. A ação, batizada de “Operação Contenção”, tem como objetivo combater o avanço do Comando Vermelho (CV) nestas regiões.

As vítimas fatais foram identificadas como Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como “Máskara” e recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita), e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, lotado na 39ª DP (Pavuna). Ambos são descritos por colegas como “homens honrados” que “dedicaram suas vidas à missão de proteger a sociedade”.

Cenário de Conflito e Críticas ao Governo Federal

Os policiais tombaram em combate em meio a uma ofensiva que, segundo o governo do Estado, foi realizada sem o apoio solicitado ao governo federal. A gestão estadual tem criticado publicamente a negativa de ajuda das forças armadas, mesmo diante da gravidade e da escala do confronto com as facções criminosas que dominam as comunidades.

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O clima nas áreas de operação é de tensão extrema. Houve registro de intensos tiroteios, e escolas e comércios locais fecharam as portas enquanto os policiais realizavam incursões nos becos e vielas dos complexos.

Balanço Atual da Operação Contenção

Em seu balanço mais recente, a Polícia do Estado do Rio de Janeiro divulgou os seguintes números da operação, que segue em andamento:

  • 103 traficantes mortos

  • 04 policiais mortos (incluindo os dois civis já citados)

  • 83 presos

  • 97 fuzis apreendidos

  • 38 granadas apreendidas

  • 30 carros roubados recuperados

Os números ilustram a dimensão do poderio bélico do crime organizado e a violência dos embates. A apreensão de quase uma centena de fuzis e dezenas de granadas evidencia o arsenal de guerra ao qual as forças de segurança estão enfrentando.

A operação continua nesta quarta-feira (29), sem previsão de encerramento. A população local relata momentos de pavor e a sensação de estar no meio de um campo de batalha, aguardando um desfecho que traga, de fato, uma trégua duradoura e segurança para a região.

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