Levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgado esta semana, revelou que 31,2% das rodovias estaduais e federais de Mato Grosso foram classificadas como ruins ou péssimas. A pesquisa CNT de Rodovias 2024 analisou 5, 9 mil quilômetros de estradas no estado, evidenciando problemas críticos de infraestrutura que afetam tanto o transporte de cargas quanto a segurança dos motoristas.
Condições preocupantes
A pesquisa destacou que 72,7% das rodovias pavimentadas do estado demandam atenção urgente devido a problemas como buracos, ondulações e afundamentos, que aumentam o risco de acidentes. Além disso, apenas 30,1% das estradas possuem sinalização considerada boa ou ótima, dificultando a navegação e comprometendo a segurança dos usuários.
Os impactos da precariedade das estradas vão além da questão da segurança. O transporte rodoviário, que responde por 65% do escoamento de cargas e 95% do transporte de passageiros no Brasil, é essencial para a economia de Mato Grosso, o maior produtor de grãos do país.
Problemas estruturais nas rodovias contribuem para perda de carga, aumento no consumo de combustível, desgaste de veículos e maior emissão de gases poluentes, elevando os custos operacionais.
Principais problemas
Conforme a pesquisa, os principais problemas enfrentados nas rodovias de Mato Grosso envolvem a qualidade do pavimento e as classificações de conservação:
Condições gerais das rodovias:
◦ Ótimo: 20,2%.
◦ Bom: 7,1%.
◦ Regular: 36,8%.
◦ Ruim: 22,0%.
◦ Péssimo: 13,9%.
• Pavimento em estado crítico:
◦ 822 quilômetros estão em condições críticas.
◦ 1.298 quilômetros necessitam de intervenções para evitar o agravamento da deterioração.
◦ 2.177 quilômetros estão em condições regulares.
Classificação da Sinalização:
• Condições gerais das rodovias:
◦ Ótimo: 4,3%.
◦ Bom: 25,8%.
◦ Regular: 53,8%.
◦ Ruim: 13,1%.
◦ Péssimo: 3,0%.


















