Documentos e mensagens internas em WhatsApp, a Med Wuiick, empresa responsável pelo fornecimento de serviços médicos à Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), apontam um significativo atraso no pagamento por serviços já executados. As informações circulam entre colaboradores em meio a rumores sobre a renovação do contrato das UTIs, um dos mais vultosos da saúde municipal.
Em um comunicado direcionado à sua equipe, a prestadora de serviços informou que não recebeu o valor previsto e já em atraso, atribuindo o motivo à Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). Segundo a Med Wuiick, a contratante (Prefeitura de Cuiabá) teria esgotado o orçamento anual destinado a tais despesas. O fato causa estranheza na empresa, que havia recebido uma sinalização anterior da ECSP sobre o início do pagamento da “segunda parte” do contrato, o que não se concretizou.
O atraso nos pagamentos tem sido tema de comentários nos corredores do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), unidade onde parte dos serviços é executada. Paralelamente à queixa sobre a inadimplência, circulam fortes rumores de que a proprietária da Med Wuiick já estaria em articulação com a direção do hospital e a ECSP para a renovação do contrato das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
O contrato em questão, de valor milionário, foi originalmente firmado durante a gestão do então prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e continua em execução na atual administração, chefiada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A continuidade dos serviços, apesar do atraso no repasse financeiro, levanta questionamentos sobre a dinâmica financeira e contratual entre a empresa e o poder público.

















