3º Prêmio Acadêmico de Conciliação revela talentos do Direito e soluções inovadoras em Rondonópolis

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Estudantes do curso de Direito
de quatro universidades de Rondonópolis foram premiados, na terça-feira (3),
pela apresentação de projetos inovadores voltados à solução consensual de
conflitos e pacificação social. A ação fez parte da 3ª edição do Prêmio Acadêmico
de Conciliação, promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.

A iniciativa é fruto de uma
parceria entre o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc)
da Comarca de Rondonópolis e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato
Grosso (OAB-MT) – 1ª Subseção de Rondonópolis. A solenidade de premiação contou
com a participação maciça da comunidade acadêmica e autoridades de instituições
que compõem o Sistema de Justiça.

Considerada uma das principais
ferramentas locais de incentivo à autocomposição e da resolução consensual de
conflitos, o Prêmio Acadêmico foi estruturado com foco na aplicabilidade e no
impacto social concreto. A edição também foi marcada pela ampliação do diálogo
interinstitucional, envolvendo ativamente as coordenações dos cursos de Direito
das quatro instituições de ensino superior do município.

Metodologia

Os finalistas selecionados de
cada faculdade enfrentaram o desafio da sustentação oral perante uma banca
examinadora multidisciplinar composta por magistrados, advogados,
representantes do Ministério Público Estadual, Defensoria Pública e
Procuradoria Municipal.

A metodologia permitiu
mensurar não apenas a densidade jurídica e a originalidade dos textos, mas
também a viabilidade prática, a capacidade argumentativa e o alinhamento das
ideias com a realidade comunitária e processual da Comarca de Rondonópolis.

Homem fala ao microfone em pé no palco durante evento. Outras autoridades sentam-se ao fundo e à esquerda, com uma projeção ao centro e cadeiras vazias em primeiro plano.Durante a solenidade, o juiz
coordenador do Cejusc de Rondonópolis e presidente da comissão organizadora,
Wanderlei José dos Reis, pontuou o papel decisivo da integração com os centros
universitários para a modernização do sistema de Justiça:

“As edições anteriores
demonstraram a força transformadora da Academia quando conectada à prática
judiciária, revelando talentos e ideias que realmente impactam a nossa
comunidade. Uma ideia da edição anterior está sendo posta em prática e logo
veremos o seu resultando perante a sociedade. O sucesso desta terceira edição
nos enche de orgulho e nos dá a convicção de que estamos no caminho certo, despertando,
desde os bancos acadêmicos, o compromisso ético com o diálogo e a cultura da
pacificação social”, disse.

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Vice-presidente da 1ª Subseção
de Rondonópolis da OAB-MT, a advogada Priscila Raimundi destacou a relevância
do projeto. “A iniciativa do Cejusc, encabeçada pelo juiz Wanderlei, é de
extrema relevância para a sociedade e demonstra que a junção das diversas
instituições pode viabilizar a construção de uma cultura de pacificação dos conflitos
pelos acadêmicos, que posteriormente serão nossos futuros advogados. É um ganho
não apenas para a OAB, mas para os jurisdicionados e para a sociedade”.

Aprovação das autoridades

Participando pela primeira vez
como avaliador, o promotor de Justiça Wagner Antônio Camilo disse que o
concurso foi muito importante para aproximar os estudantes da realidade do
trabalho no sistema de justiça. “Mostrou aos acadêmicos um pouco da realidade e
do trabalho e, ao mesmo tempo, passa essa mudança de cultura necessária. A
premiação foi muito importante nesse sentido, como um mecanismo de disseminar a
ideia da mudança da cultura, de uma Justiça mais restaurativa, mais próxima do
cidadão”.

A Defensoria Pública, também
representada no evento, enalteceu a iniciativa do Judiciário. “Como membro da
defensoria também vejo com muita alegria e entusiasmo a iniciativa do Poder
Judiciário e da OAB, porque além de contribuir para disseminar essa cultura da
conciliação e da desjudicialização, a traz para o campo acadêmico, onde vão se
formar os novos profissionais do Direito, a importância desse método como uma
forma de contribuir com a pacificação social”, afirmou o Defensor Público
Juliano Botelho de Araújo.

Também atuando como avaliador
das ideias acadêmicas, o procurador-geral do Município de Rondonópolis, Luis
Henrique Nucci Vacaro, destacou a necessidade de integração entre as
instituições de ensino, a sociedade em geral e órgãos públicos municipais e
estaduais para a mudança de cultura. Ele também ressaltou a importância do
projeto.

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“É uma iniciativa que vem se
perdurando para fortalecer principalmente uma cultura de não litígio e para
conscientizar os acadêmicos em formação sobre responsabilidade social. Desejo
que venham mais edições e que a gente perceba cada vez mais o engajamento dessa
nova geração que está chegando no mercado de trabalho jurídico.

Vencedores

Os três primeiros lugares
foram conferidos aos seguintes estudantes:

1º Lugar: Yuri Lima Cézar
Santos

2º Lugar: Ana Paula Zotti

3º Lugar: Ana Júlia Gomes da
Silva

Os vencedores foram
contemplados com troféus, certificados de horas de atividades
extracurriculares, além de incentivos práticos para o ingresso no mercado
jurídico, incluindo cursos e oportunidades de estágio.

Cinco pessoas posam em pé no palco durante evento. Quatro seguram pequenas caixas de premiação e um troféu. Ao fundo, uma tela projeta banner do "3º Prêmio Acadêmico de Conciliação".Além da premiação individual
dos alunos, a solenidade reservou um momento especial para condecorar o
engajamento institucional das faculdades parceiras. Pelo expressivo incentivo
ao corpo discente e dedicação contínua ao fortalecimento dos métodos
autocompositivos, a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) foi contemplada
com o prêmio de universidade que mais apoia a conciliação.

O coordenador do Curso de
Direito da UFR, Anderson Nogueira, parabenizou o Cejusc de Rondonópolis, pela
realização do evento e pela iniciativa de proporcionar um espaço de diálogo,
participação e valorização das propostas apresentadas por estudantes e instituições
de ensino da região.

“Esse importante evento
valoriza o protagonismo estudantil e aproxima o Poder Judiciário das
instituições de ensino superior. Ao ouvir os estudantes e incentivar a
apresentação de propostas, o Cejusc contribui não apenas para a formação
acadêmica, mas também para a construção coletiva de soluções jurídicas e
políticas públicas que atendam às necessidades da sociedade”, concluiu o
coordenador.

Fonte: TJMT

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