Falta de profissionais de saúde paralisa leitos e ameaça cumprimento de metas; MPF cobra solução emergencial

CAOS NA SAÚDE DO ESTADO: 22 leitos fechados, 4 meses de espera: o colapso que ameaça devolução de verba na SES MT

Secom-MT

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A Secretaria Executiva Adjunta de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), Kelluby Soares, admitiu em audiência com o Ministério Público Federal (MPF), na última quinta-feira (13.08), que o Estado pode ser obrigado a devolver recursos federais por não conseguir cumprir as metas do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas (PNRF).

O principal motivo é a grave falta de profissionais de saúde, especialmente enfermeiros e técnicos de enfermagem, que já levou ao bloqueio de 22 leitos no Hospital Regional de Sinop e coloca em risco a execução do programa. Recentemente, reportagens revelaram que o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, teria ignorado quatro pedidos de socorro da gestão do hospital, agravando o déficit na unidade.

Leitos fechados e serviços comprometidos

Durante audiência extrajudicial, Kelluby reconheceu que a SES/MT enfrenta dificuldades para manter o pleno funcionamento dos hospitais regionais. Em Sinop, o diretor Jean Carlos Alencar da Silva explicou que os 22 leitos estão fechados há quatro meses por falta de profissionais, prejudicando a realização de cirurgias eletivas e atendimentos especializados.

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Segundo ele, a equipe está sendo remanejada para evitar o colapso total, mas a medida é insuficiente. Jean também criticou os municípios da região, afirmando que o hospital não deveria ser “porta aberta”, mas acaba recebendo demandas de urgência que, em sua visão, deveriam ser resolvidas pela rede municipal.

Muitos acidentes na região de Sinop chegam aqui, quando deveriam ser atendidos nos serviços de urgência locais. Isso sobrecarrega nossa estrutura e atrapalha o cumprimento das metas — disse o diretor.

Risco de devolução de verbas e pressão do MPF

O PNRF repassa recursos aos estados para reduzir filas, mas, com os leitos bloqueados, Mato Grosso pode não atingir as metas em 2025, o que obrigaria a devolução do dinheiro ao Governo Federal.

Diante do cenário, o MPF cobrou um plano de ação emergencial da SES/MT, que deve ser apresentado até 21 de agosto. A procuradora da República Denise Slhessarenko sinalizou a possibilidade de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir a contratação de profissionais e a reabertura dos leitos.

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Crise se repete em outras cidades

Além de Sinop, os hospitais regionais de Sorriso e Colíder também enfrentam problemas:

  • Sorriso: 20 leitos bloqueados (incluindo 1 de UTI Neonatal), com previsão de reabertura em 45 dias após posse de novos concursados.

  • Colíder: 7 leitos fechados por falta de pessoal e obras, com prazo mínimo de 60 dias para normalização.

A situação expõe a crise estrutural na saúde pública de Mato Grosso, com risco de prejuízos financeiros e, principalmente, para a população que depende dos serviços. (com informações PNBONLINE)

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