CORRUPÇÃO

CORRUPÇÃO: Crítico ferrenho de Riva, Mauro Mendes foi delatado quatro vezes, mas nunca foi investigado

publicidade

O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou na última terça-feira (23) que José Geraldo Riva liderou os “tempos das trevas” em Mato Grosso, ao responder crítica do ex-deputado. Mendes fez menção a acusações de corrupção contra o parlamentar, que já foi considerado o “maior ficha suja” do Brasil.

A história política de Mato Grosso mostra que Mendes e Riva estão muito mais próximos do que se imagina em diversos casos de corrupção que estouram no Estado nos últimos anos. A diferença é uma só: enquanto o ex-deputado foi alvo de investigação, o governador seguiu incólume.

Propina da Queiroz Galvão

Em um dos casos mais emblemáticos de corrupção em Cuiabá, a privatização da Sanecap, Mauro Mendes teve participação primordial, de acordo com investigações da Polícia Federal.

Mendes foi acusado pela construtora Queiroz Galvão, que participou do processo, de ter recebido R$1 milhão em propina para dar continuidade ao processo de privatização, que foi iniciado na gestão de Chico Galindo e herdado pelo então prefeito.

Leia Também:  Polícia Federal identifica cinco dos nove bolsonaristas de MT envolvidos em ataques de janeiro

O empresário Mario de Queiroz Galvão afirmou, em acordo de delação premiada homologado no Supremo Tribunal Federal (STF), que pagou pelo menos R$ 1 milhão em propina para o governador entre outubro de 2012 e fevereiro de 2013, em três parcelas. Segundo o delator, o núcleo político de Mendes havia pedido ao grupo R$ 6 milhões, mas não foi atendido. As acusações se referem ao período em que ele era candidato e prefeito eleito de Cuiabá pelo PSB.

O caso foi revelado pelo site Congresso em Foco: https://congressoemfoco.uol.com.br/temas/corrupcao/exclusivo-governador-de-mato-grosso-e-acusado-de-receber-propina/

Caixa 2 de Empresária

O governador Mauro Mendes também é citado como tendo recebido caixa 2 da empresária Marilena Aparecida Ribeiro.

Marilena é apontada na delação do ex-governador Silval Barbosa como responsável por emprestar R$1 milhão, que supostamente seria caixa 2 para a campanha do empresário Mauro Mendes durante a disputa pela Prefeitura de Cuiabá, em 2008. Mendes pediu para que Blairo Maggi liquidasse a dívida, o que teria ocorrido, segundo Silval, por meio de contratos no Cepromat, atual MTI.

Leia Também:  Chuva intensa causa estragos em Chapada dos Guimarães

Marilena também foi citada na Operação Ararath por suposta prática de agiotagem. Em 2017, ela foi condenada pela Justiça em R$ 20 mil por danos morais por ter usado um funcionário como “laranja” em uma empresa endividada. A própria Marilena firmou acordo de delação premiada, que gerou a quebra de sigilo bancário do ex-deputado Carlos Bezerra. A delação, que segue em segredo de Justiça, nunca foi revelada ao público.

A empresária conseguiu um contrato de R$ 2,5 milhões para alugar o prédio de sua propriedade para a Defensoria Pública de Mato Grosso.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide