Wladymir Perri é alvo de representações disciplinares que tramitam na Corregedoria-geral de Justiça e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por conta da prisão de uma testemunha durante uma audiência e por conta dos dados apreendidos do celular do advogado Roberto Zampieri, morto com 10 tiros em frente ao seu escritório em Cuiabá
Em carta aberta publicada nesta semana, o juiz Wladymir Perri, da 2ªVara Criminal de Várzea Grande, afirmou que vem sendo perseguido sistematicamente por conta de sua atuação jurisdicional e comparou as acusações que sofre com o nazismo.
Perri é alvo de representações disciplinares que tramitam na Corregedoria-geral de Justiça e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por conta da prisão de uma testemunha durante uma audiência e por conta dos dados apreendidos do celular do advogado Roberto Zampieri, morto com 10 tiros em frente ao seu escritório em Cuiabá.
Na carta, o magistrado atribuiu as denúncias a uma susposta campanha que vem sendo promovida. Sem citar nomes, ele sugere que é perseguido por promotores de Justiça.
“Continuo tendo a mesma coragem de defender a verdade diante das narrativas bem produzidas num mundo virtual, onde pessoas protegidas por uma tale destilam veneno e condenam pela narrativa do ódio e não da verdade, cuja a verdade é que contrariei com as minhas decisões as vaidades de alguns operadores do Direito, em que não estão preocupados em promover justiça, mas, sim, de se autopromoverem, para tanto basta verificar as tantas vezes que deram entrevistas na mídia”, afirmou o magistrado.
Ele ainda comparou o julgamento midiático que sofre com o nazismo e diz ter sido prejulgado pelo corregedor nacional de Justiça.
“Portanto, meu julgamento, guardando evidentemente as devidas proporções, está acontecendo com a narrativa do arianismo, qual Hitler impôs uma guerra que matou 42 milhões de pessoas. Com uma narrativa de combate ao nazismo, Putin provocou uma guerra com a Ucrânia, que chacoalha o mundo e faz todos temerem serem varridos da face da Terra, numa verdadeiro Armagedon, e é o que estão tentando fazer comigo, ou seja, ser varrido da magistratura, e é o único jeito de conseguirem, com narrativas e não com fatos verdadeiros, tanto é que já fui prejulgado pelo corregedor do Conselho Nacional de Justiça, quando consignou como motivação para instaurar a reclamação disciplinarem meu desfavor as expressões “misógino” e “truculento”, o que não é verdade”, concluiu.




















