Outro ponto que exige esclarecimento é a participação de Virgínia Mendes na divulgação do episódio. Conforme registrado na decisão judicial, ela compartilhou em seu Instagram trecho da manifestação eleitoral, acrescentando a legenda “É 4444”

Mauro e Virgínia Mendes tentam afastar risco de cassação por propaganda eleitoral em show na Arena Pantanal

Bimetal está em nome da primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, famosa regionalmente nas redes sociais por ostentar festas de alto padrão e roupas e bolsas de grife

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A defesa do ex-governador Mauro Mendes e de Virgínia Mendes tenta afastar as acusações de abuso de poder político e econômico durante o show “Histórias”, realizado na Arena Pantanal em 26 de setembro de 2026, poucos dias antes das eleições. A ação, proposta por Pedro Taques, pede a cassação dos diplomas e a inelegibilidade dos investigados. Embora os advogados sustentem que o espetáculo foi comercial e que a manifestação eleitoral do apresentador Cuiabano Lima ocorreu espontaneamente, permanecem no centro da investigação circunstâncias relevantes: o evento aconteceu em um espaço público estadual, foi organizado por uma empresa ligada a Elson Ramos, segundo suplente de Mauro, e teve manifestação pelo sistema oficial de som com referências aos candidatos e ao número eleitoral. A defesa contesta ainda a estimativa de 40 mil participantes e afirma que o público registrado foi de 13.821 acessos.

Outro ponto que exige esclarecimento é a participação de Virgínia Mendes na divulgação do episódio. Conforme registrado na decisão judicial, ela compartilhou em seu Instagram trecho da manifestação eleitoral, acrescentando a legenda “É 4444”. A defesa argumenta que a publicação não comprova conhecimento prévio do discurso, mas o compartilhamento é um fato relevante para a análise do aproveitamento eleitoral da manifestação. O desembargador Marcos Machado já determinou a preservação das provas digitais, a apresentação de documentos do espetáculo e informações sobre a utilização da Arena Pantanal. Caberá agora ao TRE-MT avaliar se o conjunto das circunstâncias configura abuso de poder com gravidade suficiente para justificar as sanções solicitadas por Pedro Taques. Até o momento, não há decisão definitiva de cassação ou inelegibilidade.

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