O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), expressou sua indignação em relação à decisão do governo federal de demarcar terras indígenas no estado. A declaração foi feita em resposta à homologação, pelo Presidente da República, das terras indígenas Cacique Fontoura, localizadas entre São Félix do Araguaia e Luciara, em Mato Grosso, e a Aldeia Velha, na Bahia, durante um evento realizado na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no último dia 18.
“Lamento profundamente. Não conheço detalhes do processo, não sei se vem revestido da legalidade necessária. Se for revestido da legalidade necessária, não há o que fazer a não ser mudar a lei e dar um fim nessa história que, eu acho, lamentável”, afirmou Mauro Mendes à imprensa, na quinta-feira, dia 25.
A Terra Indígena Cacique Fontoura está localizada em uma área amazônica de vital importância para a preservação do bioma em Mato Grosso. O processo de reconhecimento do território teve início em 2001, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Até o momento, o governo Lula homologou 10 terras indígenas, enquanto outros 25 processos aguardam apenas a avaliação do Ministério da Justiça antes de serem encaminhados para a assinatura presidencial.
Estudos demonstram que territórios indígenas demarcados e protegidos são essenciais para a conservação das florestas e a redução do desmatamento. Os modos de vida das comunidades e seus conhecimentos ancestrais desempenham um papel crucial na preservação dos biomas, contribuindo significativamente para conter o avanço das mudanças climáticas. Portanto, a demarcação desses territórios é uma medida fundamental no combate ao aquecimento global.




















