Mato Grosso aparece entre os piores desempenhos do país, com apenas 5% dos seus alunos tendo acesso a essa modalidade

Sucateamento da educação no estado: Mato Grosso aparece na lanterna do ranking nacional, entenda na matéria

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Entre 2016 e 2024, o número de matrículas no ensino médio integral no Brasil saltou de 393 mil para 1,3 milhão de alunos, representando um crescimento expressivo de 242%. Os dados são de um levantamento realizado pela organização Todos Pela Educação, obtido com exclusividade pela Folha de S.Paulo.

Apesar da expansão significativa em números absolutos, a oferta dessa modalidade de ensino é marcada por profunda desigualdade entre as unidades da federação. Atualmente, a média nacional de alunos do ensino médio estudando em tempo integral é de 22%. No entanto, apenas nove estados conseguiram superar esse patamar.

O estado de Pernambuco se consolida como caso de sucesso e líder isolado no ranking, com 71% dos seus estudantes do ensino médio matriculados em escolas de tempo integral.

Na outra ponta, Mato Grosso aparece entre os piores desempenhos do país, com apenas 5% dos seus alunos tendo acesso a essa modalidade. O estado está no mesmo patamar de unidades da federação como Roraima (4%), Santa Catarina (3%) e o Distrito Federal (2%), que ocupa a última posição no ranking.

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Para os analistas do Todos Pela Educação, os números refletem claramente a falta de priorização da política educacional de ensino integral em alguns territórios. A entidade ressalta que a expansão do modelo é crucial, uma vez que existem evidências concretas de que o tempo integral contribui para a redução da evasão escolar e para a melhoria do aprendizado e do desempenho dos estudantes.

A disparidade acende um alerta sobre os desafios de se garantir uma política educacional equânime em todo o país, onde o acesso a uma educação de qualidade ainda depende do endereço do aluno. (com informações ehfonte)

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