TJMT compartilha inteligência artificial Hannah com Tribunal de Justiça da Bahia

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Doze pessoas em trajes formais (homens de terno e gravata, mulheres de vestido e terno) posam, em pé, alinhadas em um escritório. Ao centro do ambiente, há um tapete e uma mesa de madeira com livros empilhados. Ao fundo, quadros e uma televisão decoram a parede. Uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida no Tribunal de
Justiça de Mato Grosso (TJMT) começa a ser utilizada por outro tribunal
brasileiro. O Sistema Hannah, criado no âmbito da vice-presidência do TJMT para
auxiliar na análise de admissibilidade de recursos dirigidos aos tribunais
superiores, foi implantado no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), com suporte
presencial da equipe mato-grossense na instalação e capacitação dos servidores.

A implantação começou na segunda-feira (21), durante reunião entre
representantes dos dois tribunais. Na quarta-feira (23), magistrados e
servidores da 2ª Vice-presidência do TJBA participaram de treinamento conduzido
pelo juiz auxiliar da Vice-presidência do TJMT, Gerardo Humberto Alves da Silva
Júnior, pelo engenheiro de inteligência artificial Daniel Dock Pereira e pelo
assessor e integrante da equipe desenvolvedora do Sistema Hannah, João Pedro
Guerra.

Quatro pessoas estão sentadas ao redor de uma grande mesa de madeira clara em uma sala de reuniões iluminada. Duas mulheres e dois homens conversam atentamente. Ao fundo, observam-se três bandeiras oficiais ao lado da janela com cortinas. A vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de
Carvalho, participou das etapas de implantação e destacou o significado da
adoção de uma tecnologia desenvolvida pelo Judiciário mato-grossense pela Corte
baiana. “O Tribunal de Justiça da Bahia é o mais antigo das Américas (foi
instalado em 1609) e poder contribuir para a melhoria de sua prestação
jurisdicional nos deixa orgulhosos. O Sistema Hannah tem tudo o que é
necessário para gerir e analisar a admissibilidade dos recursos especiais e
extraordinários”.

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O sistema opera na 2ª Vice-Presidência do TJBA, sob a liderança do
desembargador Mário Albiani Júnior, que destacou que, com o auxílio da
ferramenta, os assessores poderão se dedicar a questões mais complexas, como os
recursos representativos de controvérsia, contribuindo para a redução do acervo
e para julgamentos mais isonômicos.

Parceria Mato Grosso-Bahia

A aproximação entre os dois tribunais começou no final de julho, quando
uma comitiva da 2ª Vice-presidência do TJBA esteve em Cuiabá para conhecer o
Sistema Hannah, que já havia sido apresentado ao Superior Tribunal de Justiça
(STJ).

Grupo de pessoas reunido em um escritório conversando acomodadas em cadeiras e poltronas dispostas em círculo. Uma mulher gesticula enquanto fala para os demais participantes da reunião. No chão, destaca-se um tapete estampado e uma mesa de centro repleta de livros. Na ocasião, o TJMT colocou à disposição do TJBA os materiais necessários
para a implantação da ferramenta. A visita permitiu à equipe baiana conhecer o
funcionamento da tecnologia e avaliar sua aplicação à rotina da 2ª
Vice-Presidência.

Para o juiz auxiliar da Vice-presidência do TJMT, Gerardo Humberto Alves
da Silva Júnior, a implantação foi um “sucesso absoluto”. “O sistema,
inteiramente desenvolvido no âmbito da Vice-presidência do TJMT, já está em
funcionamento no TJ da Bahia. E nós temos a previsão de que outros tribunais
também vão adotar esse sistema ao longo deste ano ainda”.

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Tecnologia apoia análise dos recursos

O Sistema Hannah utiliza um Mapa de Admissibilidade composto por 14
critérios objetivos para analisar os requisitos formais dos recursos. A
ferramenta faz a leitura eletrônica das peças processuais, organiza as
informações e produz um relatório estruturado que subsidia o trabalho do
magistrado na elaboração da decisão.

Em julho, o TJMT informou que o Sistema Hannah já havia concluído mais
de 15 mil processos e reduzido o tempo médio de conclusão de 23 para dois dias.

No TJBA, inicialmente a tecnologia será utilizada na análise de
admissibilidade de Recursos Especiais, com previsão de implantação também para
Recursos Extraordinários. A ferramenta auxilia o trabalho de magistrados e
servidores, mas não substitui a análise humana, que permanece necessária para a
decisão.

O Sistema Hannah concorre ao Prêmio Innovare, que está em sua 23ª
edição. Os vencedores serão anunciados em dezembro, durante cerimônia no
Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: TJMT

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