O MPMT (Ministério Público de Mato Grosso) recebeu denúncia, nesta quarta-feira (2), de um suposto esquema na saúde de Cuiabá – que está sob comando do Governo do Estado. A intervenção já dura seis meses e (Superior Tribunal de Justiça) nesta quarta. Foi mantida pelo STJ.
Conforme denunciado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), órgãos de controle não estariam investigando com celeridade supostas irregularidades em contratos assinados pelo Estado. No documento, que tem 31 páginas, o gestor afirma ter provas de um esquema de pagamento na ordem de R$ 300 milhões.
De acordo com a denúncia, o chefe do Executivo municipal se diz perseguido pela CGE (Controladoria Geral do Estado). A representação foi entregue ao procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Júnior.
A reportagem aguarda retorno do Governo do Estado, bem como dos órgãos citados na matéria.
“Em praticamente todas as investigações em relação à gestão deste REPRESENTANTE, algumas acima narradas, a CGE, entidade historicamente reconhecida como combatente da corrupção no Estado de Mato Grosso, tem se revelado protagonista, “esperta e proativa”, agindo quase que na velocidade da luz, isso, força a concluir, por determinação do Governador do Estado Mauro Mendes, na formulação de pronto levantamentos de ilícitos sobre atos e contratos afetos ao MUNICÍPIO DE CUIABÁ, esquecendo-se a CGE, ao que parece, e abaixo será demonstrado, de suas funções específicas e legais que é o controle interno do Estado de Mato Grosso”, diz trecho do pedido.
O gestor cita ainda a Operação Espelho, que apontou, há dois anos, possível ilicitude praticada no interior da Secretaria de Estado de Saúde. Conforme ele, foi requisitado à CGE-MT a realização de auditoria, em caráter de urgência, nos processos de contratação e de pagamentos, o que teria ocorrido apenas 9 meses depois.
A denúncia sustenta que auditores teriam dito à autoridades policiais que “interferências efetuadas pelo Controlador-Geral, vinham sendo recorrentes em trabalhos de outros auditores”, influenciando totalmente em conclusões de Relatórios e esvaziando completamente o trabalho da equipe policial.

















