Vinte e dois empresários foram indiciados pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta sexta-feira (4), acusados de envolvimentos com fraudes em contratos médicos na Rede Estadual de Saúde de Mato Grosso. As ações criminosas foram intensificadas durante a pandemia de Covid-19, de acordo com a polícia, pacientes eram internados sem necessidade com objetivo de aumentar os lucros com as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Foram instaurados outros inquéritos policiais autorizados pela Justiça para investigar participação de agentes públicos.
De acordo com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), a Operação Espelho teve início após a polícia receber uma denúncia de que a empresa contratada para fornecer médicos plantonistas para o hospital, nas especialidades de clínica médica, estaria disponibilizando número de médicos inferior ao contratado.
APREENSÕES
Em março deste ano, a polícia cumpriu ordens judiciais e sequestrou carros de luxo e imóveis avaliados em R$ 35 milhões. As buscas e apreensões foram cumpridas em seis municípios de Mato Grosso.
Conforme constatou a primeira fase da Operação Espelho a empresa contratada fazia parte de um cartel de empresas focado em fraudar licitações e contratos de prestações de serviços médicos, principalmente, de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), no estado.
Aproveitando da fragilidade e desespero de gestores públicos que se viam obrigados a contratar com urgência e a qualquer preço, os serviços médicos de UTIs.
Segundo a polícia, por vezes, com consentimento dos agentes públicos fiscalizadores e por meio das empresas, a organização criminosa simulava concorrência para a imposição de valores maiores que os praticados no mercado e os serviços não eram fornecidos na forma que foi contratada. Um prejuízo de R$ 35 milhões conforme a investigação.
O curso das investigações continua por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e o trabalho de apuração conta com a participação dos órgãos estaduais e determinadas judicialmente a realização de auditorias pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Controladoria Geral do Estado (CGE) em todas as licitações e contratos.

















