CRIME

Gramarca é alvo de denúncia de racismo em Várzea Grande

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Mais uma vez, o Brasil é palco de um episódio que escancara a chaga do racismo estrutural. No último dia 04 de dezembro, a aposentada Adanry Toledo viveu momentos de humilhação em uma loja da Gramarca, em Várzea Grande, ao tentar trocar seu veículo por um modelo mais novo.

Adanry, que já havia quitado 32 de 48 parcelas de seu carro com pagamentos adiantados, foi recebida com desdém pelo vendedor Yuri, que, sem sequer analisar sua situação financeira, afirmou: “Isso vai ficar muito caro para você”. Essa frase, carregada de julgamento e preconceito, deixou claro que não era sobre números, mas sobre a cor da pele da cliente.

O racismo no atendimento comercial não é novidade, mas continua sendo uma ferida aberta. Embora a gerente da loja, Anieley Cristina Silva, tenha confirmado o erro e as desculpas do vendedor, o dano emocional à cliente não pode ser revertido. Adanry deixou claro em seu relato: “Estamos em 2024, e ainda vivenciamos situações como essa. Uma retratação pública não apaga o que passei.”

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O caso levanta questões urgentes: até quando clientes negros serão tratados como incapazes de adquirir bens ou serviços de valor elevado? Quando empresas terão políticas efetivas para combater o racismo em seus atendimentos?

 

Mais do que desculpas, a Gramarca e outras empresas precisam entender que cada episódio como esse não é apenas um caso isolado, mas parte de um sistema que precisa ser urgentemente combatido. É hora de transformarmos indignação em ação e exigirmos que situações como essa sejam a exceção, não a regra.

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