Na madrugada de 18 de dezembro, a aldeia Tekatawa, localizada na Terra Indígena (TI) Apyterewa, foi alvo de um ataque violento realizado por pistoleiros armados. Indígenas do povo Parakanã relataram que os agressores dispararam contra as casas da comunidade, perfurando paredes e redes. Felizmente, não houve relatos de feridos, mas o ataque intensificou o clima de insegurança na região.
A TI Apyterewa, situada no estado do Pará, teve recentemente seu processo de desintrusão concluído, com a retirada de invasores não indígenas. No entanto, a ausência de proteção ou policiamento contínuo deixou os indígenas vulneráveis a represálias. De acordo com lideranças Parakanã, o ataque seria uma retaliação de antigos invasores contra o processo de reocupação implementado pelos indígenas nos últimos três meses, que inclui a abertura de novas aldeias e o fortalecimento de seu usufruto econômico.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) condenou a violência sofrida pelos Parakanã e pediu medidas urgentes para garantir a segurança das comunidades na TI Apyterewa. “É inadmissível que, mesmo após a desintrusão, os indígenas sigam expostos a ataques como este. Medidas de proteção precisam ser tomadas para evitar tragédias maiores”, declarou a organização em nota.
A TI Apyterewa é uma das áreas indígenas mais pressionadas pela expansão de atividades ilegais, como grilagem, desmatamento e garimpo. A falta de fiscalização efetiva e proteção às comunidades locais evidencia a vulnerabilidade dos povos indígenas mesmo após ações judiciais em seu favor.
Até o momento, as autoridades federais não se manifestaram sobre o ataque, mas lideranças Parakanã reforçam a necessidade de vigilância permanente para garantir a segurança e a autonomia de seu território.
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