OPERAÇÃO DÍGITO 8

Por suspeita de fraude em Pix no BB, a Prefeitura de Acorizal é alvo da Polícia do Distrito Federal.

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A Prefeitura de Acorizal (a 71 km de Cuiabá) está entre os alvos de Operação Dígito 8, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (18). A operação investiga um esquema de fraudes em pagamentos de boletos do Banco do Brasil via QR Code PIX. A prefeitura de Acorizal, junto com outras quatro, recebeu 50% do lucro do esquema, que causou prejuízo de R$ 21 milhões ao banco.

“O grupo explorou uma vulnerabilidade na plataforma do bando que possibilitava inserir a linha digitável no campo e na hora de pagar gerava um QR Code e eles manipulavam o valor. Então as guias de R$ 5 milhões acabaram sendo pagas com R$ 0,30”, explica o delegado-adjunto da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Eduardo Dal Fabbro.

A operação cumpre 10 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão no Distrito Federal e nove estados. Segundo as investigações, o esquema criminoso começou em janeiro de 2023.

“Foi descoberto que houve participação de ao menos cinco prefeituras. As prefeituras de Acorizal, Morros, Serra do Navio, Jacinto e Ubaitaba ficaram com ao menos 50% do valor e os outros 50% destinou aos criminosos, que usavam empresas laranja para receber esse dinheiro”, afirma.

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A fraude foi orquestrada por quatro núcleos distintos:

  • Núcleo Operacional: por explorar a vulnerabilidade e efetuar
    os pagamentos.
  • Núcleo de Prefeituras: Emissão das guias fraudulentas e repasse das
    verbas. Prefeituras de Morros/MA, Ubaitaba/BA, Serra do Navio/AP,
    Jacinto/MG e Acorizal/MT estiveram envolvidas.
  • Núcleo de Intermediadores: Facilitou a comunicação entre o núcleo
    operacional e as prefeituras.
  • Núcleo Financeiro: Utilizou empresas para permitir a retirada dos
    recursos ilícitos das contas das prefeituras.

“Os criminosos gastaram grande parte do dinheiro subtraído do banco com festas, bens de luxos como carros. Eles tem esse costume de esbanjar e não fazem questão de esconder de ninguém”, diz.

Os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo eletrônico, furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somadas podem chegar a mais de 20 anos de prisão.

 

Fonte: RD News

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