Calçadas já esfarelando em via recém-inaugurada expõem má qualidade de obra milionária; construtora integra consórcio ligado à primeira-dama de MT

Calçadas já esfarelam em obra da Guaxe, construtora ligada à primeira-dama de MT

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A nova via que liga a Avenida das Torres ao bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, mal foi inaugurada e já apresenta calçadas esfarelando — mais um exemplo da baixa qualidade que tem marcado obras públicas milionárias no governo Mauro Mendes (União Brasil). A construtora responsável, Guaxe, integra o Consórcio Centro Oeste, que tem entre seus sócios a Bimetal Indústria Metalúrgica, empresa administrada pela primeira-dama Virgínia Mendes.

A situação levanta suspeitas de conflito de interesses, já que a Guaxe Encomind, outra empresa do mesmo consórcio, é uma das campeãs de contratos no estado, incluindo trechos do polêmico BRT — projeto bilionário que já enfrentou críticas por atrasos e superfaturamento. Enquanto o concreto da obra recém-entregue se desfaz, a esposa do governador mantém vínculos empresariais com grupos que lucram com contratos públicos assinados pela própria gestão do marido.

Obra mal executada e ligações perigosas

Moradores da região já reclamam das rachaduras e desgaste precoce nas calçadas da nova via. “Nem um mês depois da inauguração e já está tudo esburacado“, relata uma comerciante local, que prefere não se identificar. A Guaxe, no entanto, não se pronunciou sobre os defeitos.

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A presença da primeira-dama em um consórcio que inclui a construtora acende um alerta sobre possíveis favorecimentos. A Bimetal, empresa administrada por Virgínia Mendes, é sócia do Consórcio Centro Oeste, que, por sua vez, tem a Guaxe Encomind como uma de suas integrantes — justamente a mesma construtora que acumula contratos milionários com o governo estadual.

Transparência e investigação urgentes

Especialistas em direito administrativo e controle de gastos públicos alertam que a situação pode configurar conflito de interesses, já que empresas ligadas à família do governador estão sendo beneficiadas com obras públicas.

Quando há sobreposição entre interesses privados e decisões governamentais, é dever do Ministério Público e dos órgãos de controle apurar se houve desvio de finalidade“, afirma um jurista. (com informações blogdopopo)

 

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