PARALISIA DA AL/MT

Campos critica deputados por não abrir CPI para investigar denúncias contra SES: “Muitos deputados se esconderam”

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O deputado estadual Júlio Campos (UB) classificou como ‘triste’ a comprovação de um esquema interno na Secretaria Estadual de Saúde (SES) durante o período pandêmico da Covid-19 para superfaturar as compras de equipamentos. Ao lamentar a ‘paralisia’ da Assembleia Legislativa em relação ao escândalo na Saúde de Mato Grosso.

“Foi muito triste tomar conhecimento do inquérito feito pela Deccor que constata aqueles crimes realizados pelos segmentos médicos com o respaldo da secretaria de saúde, — dando cobertura para as barbaridades —, durante a pandemia. É triste não ter nenhuma providência mais concreta, a não ser da polícia e do Ministério Público, enquanto a Assembleia continua paralisada desde o ano passado!”, disse durante entrevista na AL-MT, nesta segunda-feira (05).

Campos também criticou os colegas de parlamento, por não apoiarem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias envolvendo a organização criminosa investigada por formação de cartel na Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES).

Júlio lembrou que a CPI foi proposta em 2023 pelo deputado, Wilson Santos (PSD), no entanto, ainda continua apenas com seis assinaturas, incluindo a dele. Para que a investigação seja aberta é necessário, no mínimo, oito.

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“Houve o pedido da criação da comissão de inquérito assinada apenas por seis deputados, inclusive por mim, mas até hoje não conseguiu o mínimo que é de oito assinaturas, pois outros deputados estão com medo de desagradar algum segmento do Estado. Mas, cada deputado é uma cabeça pensante e eu estou de consciência tranquila, diferente de muitos deputados que se esconderam”, pontuou

Operação Espelho

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A Operação Espelho teve início após a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) receber uma denúncia de que a empresa contratada para fornecer médicos plantonistas para o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, estaria disponibilizando número de médicos menor do que o contratado. A investigação constatou que essa empresa fazia parte de um cartel dedicado a fraudar licitações e contratos em todo o estado.

Em 7 de dezembro do ano passado, 22 pessoas, entre agentes públicos e médicos empresários, foram denunciadas pelo MPMT pelos crimes de organização criminosa, peculato e fraude a licitações em contratos públicos. Na denúncia, o MPMT requereu a reparação dos danos causados aos cofres públicos na ordem de R$ 57,5 milhões e a declaração da perda dos cargos públicos de três denunciados.

O promotor de Justiça Sérgio Silva Costa esclarece que na primeira denúncia não foi imputado à secretária-adjunta de Gestão Hospitalar a prática do crime de organização criminosa. Explica, no entanto, que no decorrer das investigações estão surgindo novos horizontes de fatos criminosos, envolvendo a prestação de serviços médicos e hospitalares em vários municípios.
Fonte: Diário Digital MT

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