Em entrevista ao programa Roda de Entrevista (TV Cultura) nesta quinta-feira (2), o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (MDB), acusou o governador Mauro Mendes de usar o Judiciário para prejudicar a afastar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) do cargo. Para isso, teria negociado até vagas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Emanuelzinho falou que o atual chefe do Palácio Paiaguás, que é desafeto político do seu pai, tem atuado para impedir investigações contra a gestão estadual. “Governador Mauro Mendes tem chantageado delegados, falando que vai mandar delegado para Colniza, para Alta Floresta, lá pro Nortão, se eles continuarem investigando o governador”, assinalou, ao citar esquema que teria desviado R$ 500 milhões na Saúde e Meio Ambiente do Estado.
“Agora, fica todo dia criticando Emanuel Pinheiro e articulando vaga para desembargador, vendendo vagas para desembargador para que possa atacar o prefeito Emanuel Pinheiro e aí ninguém vê o dele. É isso que está acontecendo”, relatou o deputado federal, ao pedir uma investigação séria da Polícia Civil e do Ministério Público sobre suas falas.
Na sequência, ele denunciou que o afastamento do prefeito em março deste ano ocorreu após uma articulação em que o governador do Estado teria prometido a vaga de desembargador ao irmão de Luiz Ferreira da Silva, autor da decisão que afastou Emanuel do cargo e que se aposenta no próximo ano.
“É muito o que estou falando. Mas as pedras sabem que o prefeito Emanuel Pinheiro foi afastado porque o desembargador Luiz Ferreira foi prometido que na sua aposentadoria ano que vem estaria seu irmão Branco como desembargador. Todo mundo sabe disso”, declarou.
O afastamento de Emanuel foi derrubado três dias após a decisão de Luiz Ferreira por uma liminar concedida pelo ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

















