O governo de Mato Grosso, por meio da MT Participações e Projetos S.A. (MTPar), publicou nesta semana o edital de licitação nº 044/2025 para contratar uma empresa responsável por mais uma etapa das obras do Complexo Autódromo do Parque Novo Mato Grosso. O valor contratado chega a R$ 159.069.217,62, somando-se aos milhões já investidos em um projeto criticado por simbolizar o “apartheid social” no estado: um empreendimento de luxo, financiado com dinheiro público, mas destinado quase exclusivamente à elite econômica e aos barões do agronegócio.
A construção do autódromo tem sido realizada em etapas fragmentadas — com diferentes licitações e até por execução direta pelo Estado, incluindo recursos de acordos judiciais. Essa pulverização dificulta o controle social e a transparência sobre os custos reais da obra, que já soma centenas de milhões de reais. Enquanto isso, bairros periféricos da capital e do interior seguem sem saneamento básico, asfalto e equipamentos públicos essenciais.
“Casa Grande e Senzala com asfalto e camarote VIP”
Localizado dentro do Parque Novo Mato Grosso — um megaprojeto estadual cercado de polêmicas —, o autódromo é visto por movimentos sociais e especialistas como o símbolo máximo da desigualdade no estado.
— A população pobre vive em ruas esburacadas e sem saneamento, o governo gasta fortunas em um parque de diversões para ricos, com pista de corrida, arquibancadas VIP e estrutura de primeiro mundo. — É a reedição da Casa Grande e da Senzala, só que com direito a champagne na tribuna de honra e helicóptero estacionado. (com informações blodopopo)



















