O vereador Sargento Vidal (MDB) que é membro da Comissão de Saúde da Câmara e Presidente da CPI dos Indenizatórios usou a tribuna para externar indignação quanto a iniciativa do Gabinete de Intervenção – que gerencia a saúde em Cuiabá, de utilizar a justiça para tentar impedir a fiscalização que é premissa do cargo de vereador.
“Fomos até a UPA, encontramos placebos que nada mais é do que composto de amido e açúcar sem aprovação da Anvisa que estava sendo distribuído no lugar de acetilcisteína – que é um medicamento indicado para doenças graves inclusive broncopneumonia infantis. A denúncia foi comprovada, tanto que retiraram os placebos das unidades. Mas no dia seguinte, fomos representados na justiça. Ou seja, usando a justiça para tentar nos calar e impedir os vereadores de fiscalizarem, de fazermos esse que é exclusivamente o trabalho de vereador”, enfatizou Vidal.
Apesar da comprovação de que as unidades de Saúde de Cuiabá receberam os placebos – que não possuem registro da Anvisa e nem qualquer eficácia e propriedade de medicamento no lugar de acetilcisteína, o documento, assinado pelo procurador e co-interventor Hugo Fellipe Lima, encaminhado para o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Júnior, no último dia 30, acusa Vidal e o vereador Wilson Kero Kero (Podemos) de ‘produzirem fake news e de praticarem crimes contra a honra’.
Vidal que na CPI apura ainda um suposto rombo de R$190 milhões em compras de medicamentos adquiridos pelo Gabinete sem licitação pública, lembrou que as denúncias contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) jamais foram cerceadas dessa forma, salientando ainda que essa tentativa de acuar também está sendo figurada à imprensa local e aos servidores do Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC).
“Os responsáveis pela Intervenção não apenas tentam calar nossa Comissão de Saúde e a CPI com a representação na justiça, como também tentam acuar os enfermeiros que, segundo os interventores, deveriam ser responsabilizados pelo que chamaram de erro. Agora veja, se foi erro quem comprou esse esse erro? Os enfermeiros não são responsáveis por nenhuma compra, esse não é o trabalho deles. E como forma de puni-los foram representados também nesse processo absurdo. E o mesmo estão fazendo com a imprensa. E bom que se diga que nunca vi o prefeito Emanuel fazer isso, nunca vimos ele usar a justiça para tentar calar ninguém. Eu não me amedronto, enquanto sargento já estive em diversas linhas de tiro e nunca temi nada, portanto, não me calarei e continuarei investigando, finalizou.
Fonte: ASSESSORIA



















