Nesta segunda-feira (8), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná interrompeu o julgamento que pode levar à cassação do senador Sérgio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato.
O desembargador Julio Jacob Junior solicitou mais tempo para analisar o caso, o que resultou na suspensão do julgamento. A análise será retomada amanhã (9).
Até o momento, o placar do julgamento está 3 votos a 1 contra a cassação de Moro. Em três sessões de julgamento, os desembargadores Luciano Carrasco Falavinha Souza, Claudia Cristina Cristofani e Guilherme Frederico Hernandes Denz votaram contra a cassação, enquanto o desembargador José Rodrigo Sade proferiu o único voto a favor da cassação.
Caso seja cassado pelo TRE, Moro não perderá imediatamente o cargo, pois a defesa ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se a cassação for confirmada pelo TSE, novas eleições serão convocadas no Paraná para preencher a vaga do senador, e Moro ficará inelegível por oito anos.
Durante as alegações, surgiram acusações de “desvantagem ilícita” em favor dos demais concorrentes ao cargo de senador devido aos “altos investimentos financeiros” realizados antes de Moro deixar o Podemos e se candidatar pelo partido União.
O Ministério Público apontou gastos de aproximadamente R$ 2 milhões com eventos de filiação e produção de vídeos de Moro. O PL e o PT também alegaram gastos irregulares de R$ 7 milhões e R$ 21 milhões, respectivamente.
A defesa de Moro nega irregularidades na pré-campanha e defende a manutenção de seu mandato. Segundo o advogado Gustavo Guedes, Moro não se elegeu no Paraná devido à suposta pré-campanha “mais robusta” promovida pelas outras legendas.





















