INDÍCIOS DE FRAUDE

“Não temos compromisso com o erro”, diz Fávaro sobre cancelamento do leilão de arroz

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou nessa quarta-feira, 12, em entrevista no FII Priority Summit, que tanto o governo quanto seu ministério “não têm compromisso com o erro”. A afirmação foi feita em referência ao cancelamento do leilão de arroz realizado na última terça-feira, 11. A decisão de anular o certame ocorreu após questionamentos sobre a legitimidade das empresas participantes em um imbróglio que resultou na saída do secretário de Agricultura, Neri Geller.

Fávaro confirmou que a pasta e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) preparam um novo edital, que deve contar com a participação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) para que haja “mais tranquilidade ao mercado e aos consumidores” – o ministro não fixou uma data sobre quando ocorrerá o leilão, mas destacou que deve ser “o mais rápido possível”.

CPI do arroz

Questionado sobre a possível instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o tema, o ministro Fávaro afirmou que esse movimento é um processo natural do parlamento, mas destacou que é uma “prerrogativa da minoria”. Ontem, o deputado Luciano Zucco (Republicanos-RS) anunciou sua intenção de abrir uma CPI para investigar supostas irregularidades no leilão governamental para importação de arroz.

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“Só não podemos fazer que algo tão importante se torne um palanque político. Não houve gasto de dinheiro público”, reiterou o ministro.

A decisão do governo de adquirir arroz importado foi tomada logo após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, estado que responde por 70% da produção nacional do grão. No entanto, os produtores da região já haviam colhido 80% da safra antes das fortes chuvas – a medida foi criticada por entidades do agronegócio, que garantem não haver risco de desabastecimento e destacam que não seria necessário recorrer a compras públicas para equilibrar o mercado. Em resposta, o setor ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a importação de 1 milhão de toneladas de arroz pelo Executivo.

(com informações revista exame)

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