A proposta da economista Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), de trocar servidores públicos aposentados por sistemas de inteligência artificial em vez de realizar novos concursos, acendeu um sinal de alerta vermelho no país. A ideia de enxugar o Estado ao deixar de repor vagas operacionais e administrativas abre margem para um desmonte generalizado do atendimento prestado à população. Ao questionar a contratação de novos concursados sob o pretexto de cortar gastos com a máquina pública, a assessora coloca em risco a estabilidade das instituições e o direito básico dos cidadãos de acessar serviços essenciais.
A tese defensora da substituição automatizada sofreu duro combate e contestação de entidades representativas como o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Dados levantados por especialistas apontam inconsistências nas estatísticas apresentadas por Daniella sobre o volume real de servidores e as taxas de aposentadoria no Executivo federal. Além do risco iminente de precarização no atendimento e da desumanização dos serviços sociais garantidos pelo Estado, a medida gera forte incerteza para milhões de brasileiros que estudam para concursos públicos e veem a possibilidade de ingresso na carreira estatal ameaçada por um projeto de automação irrestrita.


















