A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo contra a sentença de primeiro grau que determinou que ela pague uma dívida de R$ 479 mil à clinica de infectologia do médico David Uip, do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, referente ao tratamento de covid-19 de sua mãe, Euridice Gomes.
No pedido de apelação, Virgínia, que representa o espólio de sua mãe, pediu aplicação de Justiça gratuita para não pagar o preparo recursal no valor de R$ 20.555,45.
Pedidos de Justiça gratuita só são concedidos a pessoas pobres, que comprovadamente não tem capacidade de arcar com taxas e custas processuais.
A defesa de Virgínia, que costuma publicar em suas redes sociais roupas de grife e bolsas de luxo, alegou à Justiça de São Paulo, que no processo está representando o espólio de sua mãe e que a análise da concessão da gratuidade de justiça depende da análise da capacidade do acervo hereditário e não das condições pessoais do representante.
A primeira-dama alegou que os bens deixados pelo espólio não apresentam liquidez imediata, o que impede o pagamento das custas.
Já em relação ao mérito da condenação, a defesa alegou incompetência territorial. Para Virgínia, o caso deveria ser julgado pela Justiça de Mato Grosso em razão de que sua mãe residia no estado.
Os advogados da primeira-dama também alegaram que a clínica do médico David Uip realizou juntada de documentos extemporâneos.
A defesa também sustenta que não fez nenhum contrato prévio com a clínica do médico e que ele atua como diretor do Hospital e que não sabia que clínica médica de David Uip cobrava a parte.






















